quarta-feira, outubro 08, 2008

Comunicado sobre os acontecimentos no final das 24 Horas de BTT de Viseu

O Grupo Mula da Cooperativa – BTT Empenados Team, na sequência dos acontecimentos passados no final das 24 horas de BTT de Viseu tem a dizer o seguinte:

O nosso grupo tem no seu currículo mais de trinta provas e passeios de BTT, realizados um pouco por todo o país. Em todos esses eventos deixámos, na nossa opinião, uma boa impressão nossa entre os demais participantes assim como nas respectivas organizações.

Ao longo de todas as nossas saídas para eventos organizados já participámos, como facilmente se pode imaginar, em bons e maus eventos, mas nunca, até hoje, fomos tratados com rudeza e prepotência por parte de qualquer membro dessas organizações.
Também nunca, até hoje, dissemos que nunca voltaríamos a participar nesses mesmos eventos devido a problemas organizativos. Mesmo quando os nossos “rescaldos” não foram os mais abonatórios para os eventos, consideramos que os aspectos menos positivos ou negativos dos mesmos não constituiram causa para “boicotar” essa mesma prova.

É assim que, tendo em conta esta nossa tradição, é com o mais profundo desapontamento que damos conta do que aconteceu no final das 24 horas de BTT de Viseu.

Esta prova revestia-se de alguma importância para o nosso grupo. Era a mais longa em que participámos até hoje, iríamos estrear os nossos equipamentos oficiais, e até teríamos a estreia de um novo elemento no grupo.
Foi assim com alguma ansiedade que aguardámos pela chegada deste fim-de-semana.

Toda a prova recorreu com relativa normalidade, tendo existido alguns aspectos menos positivos durante a mesma, mas que consideramos normais e emendáveis em edições futuras.

O último elemento do nosso grupo a terminar a prova passou pela linha de meta bem próximo das 12 horas e 40 minutos (entrou na última volta a cinco segundos do meio dia) e, como é lógico, entre alguma conversa de circunstância própria do final de uma prova com 24 horas de duração demorámos algum tempo a voltar ao parque onde tínhamos todo o nosso material, no entanto não mais que cinco minutos.

Conforme combinado anteriormente, alguns elementos das duas equipas do nosso grupo esperaram pelo Pedro (último elemento em prova) para depois tomarem banho ao mesmo tempo. Tal decisão tinha três objectivos: tirar algumas e merecidas fotos no final, fazer companhia ao nosso amigo e arrumar todas as nossas coisas nos carros de modo a não nos sujarmos novamente depois de tomar banho.

Assim, às 13 horas e 25 minutos (muito aproximadamente) estávamos todos à porta dos balneários do Estádio do Fontelo prontos a tomar banho. No entanto, deparámo-nos com as portas completamente fechadas.
Após termos procurado um pouco encontrámos um elemento que parecia estar ligado de alguma forma à gestão do estádio, o qual nos disse que os balneários se encontravam fechados para nós devido à realização de um jogo de futebol no estádio, sendo que deveríamos encontrar alguém da organização da prova de BTT para resolver esse assunto.
Assim fizemos.

Chegámos junto aos Paços do Fontelo no momento da entrega dos troféus e procurámos alguém da organização.
Indicaram-nos o Sr. Fernando ao qual dissemos que não tínhamos conseguido entrar nos balneários por estarem fechados.
O Sr. Fernando de imediato e no meio de bastante prepotência e agressividade, disse-nos que “isto não são horas para os banhos”, que tínhamos “meia hora para tomar banho depois do fim da prova” e que “andávamos a brincar com ele”. Respondemos, ainda no relvado à entrada dos Paços do Fontelo, que não sabíamos disso e ele respondeu que estava no regulamento, pelo que “se não sabíamos ler o problema era nosso”, aludindo até a “regulamentos internacionais” para além de que já tinha participado em muitas provas e que “esta meia hora era prática comum”.
Estavam presentes na altura, o Hélio e o Marco Cardoso, sendo que o primeiro disse, apesar de muito convencido do contrário pois tinha lido o regulamento, que se assim era então nós iríamos à nossa vida e a organização teria razão.
Virámos costas e saímos dali bastante furiosos com a situação, sendo que o Sr. Fernando seguiu-nos dizendo que iria “tentar desenrascar” o nosso grupo.

Primeiro, nós não queríamos ser desenrascados mas sim tomar o banho a que tínhamos direito, e na altura ainda nada me tinha comprovado que éramos nós que estávamos em falta sem ser as palavras do Sr. Fernando.
Segundo, sabemos, e várias vezes comentámos entre nós, que uma prova destas dará muito trabalho, pondo à prova os nervos de qualquer um, no entanto não é um grupo de pessoas que paga cerca de 240 euros pela sua inscrição que tem que ser alvo desses mesmos nervos e frustrações. Pagámos por algo, exigimos isso mesmo e nada mais.

Como disse, decidimos virar costas e descarregar a nossa raiva para outro lado, de preferência fora do recinto onde estavam todos os outros participantes, sendo que já fora dos Paços do Fontelo o Marco afirmou no meio de muito desabafo que “ esta organização estava uma merda”. Falou para os restantes colegas e mais ninguém. Embora as palavras pudessem não ser as mais correctas cremos que era pensamento comum a todos nós.

O Sr. Fernando, o qual por sua iniciativa nos seguiu enquanto voltávamos para os carros, sentiu-se ofendido e pediu, a discutir, para o Marco repetir o que tinha dito, sendo que o Marco repetiu novamente o seu pensamento, no entanto sem repetir a frase.

A seguir o Sr. Fernando, continuadamente a discutir, disse que éramos livres de ir embora e até éramos convidados por ele a sair, sendo que jurava pelos seus filhos que nunca mais participaríamos nesta prova, estando toda a nossa equipa banida de edições futuras. Referiu ainda “vocês não são ninguém para vir aqui pedir nada” e “quem são vocês afinal e o que fizeram para pedir alguma coisa?”

Acarretámos esta deliberação sumária por parte deste elemento da organização, sendo que de qualquer das formas quando virámos costas pela primeira e única vez dentro do recinto dos Paços do Fontelo a decisão de não voltar a participar estava mais que tomada.

Surpreendentemente o Sr. Fernando não se dando por vencido, ou tentando provar algo, vira-se ainda para um dos elementos do nosso grupo, o qual estava sentado junto ao cruzamento um pouco mais abaixo do solar, e afirmou que “ali o seu colega chamou-me de merdas e filho da mãe” e que estávamos banidos de edições futuras até pedirmos desculpas.
Estávamos quase todos ao lado do Marco e podemos garantir que a expressão “filho da mãe” nunca foi utilizada, assim como não chamou ninguém de “merdas”, tendo referido sim que a “organização estava uma merda” como forma de expressar a sua revolta com a situação.

Após isto o Sr. Fernando parece que teria já o que queria e retirou-se.

Em relação a tudo isto temos a dizer que:

1- Ao contrário do que o Sr. Fernando referiu o regulamento da prova não faz qualquer alusão ao tempo disponível para tomar banho.
2- Ao contrário do que o Sr. Fernando referiu o regulamento da prova não faz qualquer alusão a regulamentos internacionais.
3- Atendendo ao ponto 1 e 2 é nossa completa convicção que tínhamos direito a tomar banho e não a sermos desenrascados de forma prepotente. Não devíamos nada à organização e sim o contrário.
4- Ao contrário do que o Sr. Fernando referiu não é prática corrente nas provas e passeios de BTT nacionais existir um prazo de 30 minutos a partir do final da prova para tomar banho. Aliás, prática vulgar é certos participantes almoçarem antes e tomarem banho depois (podemos fornecer uma lista com algumas das provas onde assistimos a essa “estratégia”).
5- O nosso atraso foi justificado. 40 Minutos para desmontar e arrumar, mais de 100 quilos de material, três tendas e ainda transportar tudo isso ao longo de 200 metros, em várias viagens, não nos parece exagerado, muito pelo contrário. Claro que se nos tivessem deixado colocar os carros junto da meta como deixaram colocar a outra equipa nós já não teríamos razão para tal atraso.
6- Ninguém do nosso grupo ousou sequer ofender de forma particular o Sr. Fernando, sendo que ninguém o chamou de “merdas” ou “filho da mãe”.
7- Parece que fomos banidos das próximas edições e organizações dos Biriattus através de processo sumário conduzido pelo Sr. Fernando, algo que também o regulamento da prova não prevê que seja conduzido apenas por uma pessoa mas sim por uma comissão. No entanto essa sanção é por nós acatada em toda a sua plenitude. Tal decisão até estava já tomada por nós quando nos foi comunicada.
8- Em resposta, talvez tardia, ao Sr. Fernando, temos a dizer que somos um grupo de amigos que ama o BTT e pagou para participar numa prova em que teríamos que pedalar ao longo de 24 horas, como tal éramos seus “clientes”. Como tal, esperávamos que fossemos tratados com o respeito com que tratámos todos os elementos da organização, mesmo quando alguns, ao longo da prova, nos trataram com desprezo e indiferença.
9- Não fazemos intenção de pedir desculpas a ninguém, visto considerarmos que se alguém merece um pedido de desculpas somos nós. As desculpas merecem-se, não se exigem apenas porque apetece!

O nosso grupo lamenta o sucedido visto não ser nossa tradição provocar discussões seja onde for, no entanto continuamos com toda a convicção que tínhamos razão desde o inicio. Mesmo assim evitámos o confronto verbal directo no meio dos outros concorrentes numa altura em que estávamos de “cabeça quente”. Pelo contrário o Sr. Fernando fez questão, não sabemos ainda porquê, de nos seguir enquanto discutia sem razão alguma, quando nós já tínhamos dito que iríamos para casa e que não queríamos almoçar.

Desejamos, mesmo depois do acontecido, que tenham as maiores felicidades em edições futuras das 24 horas de BTT de Viseu, no entanto sem a participação do nosso grupo.

Agradecemos a atenção por parte do Jorge Quaresma assim como de outros membros da organização que já pedalaram connosco, cuja simpatia ao longo de toda a prova foi inexcedível e nos quais não se reflecte, claro, nenhuma das atitudes tomadas pela organização na pessoa do Sr. Fernando.

Por nós o assunto está encerrado.




3 comentários:

GeoGama disse...

Heya!
Vi, como muita gente que estava nos Paços do Fontelo que algo teria corrido mal para as "mulas da cooperativa", mas nunca pensei que com esta gravidade...

Fizes-te uma boa descrição do sucedido e minha compreensão total vai para vocês, dado que também tive a oportunidade de sentir o "tom" de voz de alguns membros da organização...

Finalmente espero consigam por isto para tras das costas e em nada vos diminua a motivação de pedalar e voltar aos eventos BTT!

um grande abraço

João disse...

Infelizmente penso que se terão dirigido ao membro da organização menos indicado... parece-me que o homem tem mesmo mau feitio e trata mal toda a gente.
PElo menos a mim também não me tratou de forma correcta quando por volta das 10h de sábado tentei deslocar-me na minha btt para a zona dos stands e para isso atravessei o circuito. Há formas e modos de dizer as coisas... nem todo o stress organizativo desculpa isso! E infelizmente neste caso o mau exemplo vem de cima...

bttmf disse...

Boas "Mulas"

Tal como os outros assisti, mesmo não percebendo o que se estava a passar, a esse epísódio no jardim dos paços do fontelo, e tal como já vi algumas opiniões é certo que esse fulano não é a pessoa indicada para estar no lugar que estava, pois já são muitas pessoas a queixarem-se do mesmo.
Mas agora permitam-me um conselho, tentem chegar ao contacto com alguém dos biriattus e esclareçam as coisas, pois em todos os rebanhos existem as ovelhas negras, esta é mais uma.
Já agora tive pena não termos bebido a mini que tanto falámos.
Força aí mulas, há que fazer muito pó.
Ah! Já me esquecia, apareçam no passeio aqui em Mosteiro de Fráguas dia 19 de Outubro.
Abraço
Jorge