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quinta-feira, novembro 03, 2011

Kenda Karma 1.95 UST [análise]

Comprei este pneu aquando da encomenda das minhas rodas XT em Agosto deste ano.

As únicas informações que tinha sobre o pneu eram díspares, indo desde o "adoro" até ao "detesto". Fiei-me nas impressões mais favoráveis.


O pneu foi montado na roda da frente, sendo que a rolar atrás tinha e tenho aquele que considero o melhor pneu para XC\maratonas que até hoje utilizei, o Maxxis Larsen TT.



Ao analisar este pneu tenho que distinguir entre quatro situações distintas: terreno seco e terreno molhado por um lado; e pressões altas vs pressões médias por outro.

Comecemos por estas últimas.
O facto de querermos pouca resistência a rolar leva a que coloquemos pressões mais altas nos pneus. Isto tende a acontecer principalmente no verão, altura em que os terrenos secos permitem fazer isso mesmo. No entanto, o aumento das pressões retira, naturalmente, a capacidade de aderência ao pneu, sendo que eistem pneus que toleram melhor essas circunstância, permitindo abusar mais (o Larsen TT é um bom exemplo), enquanto outros nem por isso. O Kenda Karma é, claramente, um dos pneus que não tolera muito bem as pressões altas, parecendo querer vingar-se a qualquer momento do homem que vai ao leme. Qualquer zona onde o terreno esteja mais solto é um quebra cabeças para mantermos a bicicleta na rota desejada.

A pressão ideial para andar com este pneu à frente é entre os 2.10 e 2.50, e nunca mais do que isto. Mesmo assim, não é garantido que ele não nos tente levar ao chão com pressões mais baixas, continuando a apresentar-se muito instável em terrenos mais soltos.

Mas, e então durante tempo molhado. 
Bem, aí a situação muda, claramente de figura. Embora ainda tenha poucos kms nestas condições, a verdade é que me parece um pneu bem mais equilibrado e tolerante quando os pisos estão mais pesados. As trajectórias são mais fáceis de manter, e a aderência em pedra e pisos escorregadios satisfaz.

Em relação à lama, e apesar de ter tacos relativamente próximos uns dos outros, parece livrar-se dela sem grandes problemas. Mesmo assim, para um pneu que é claramente melhor no inverno do que no verão, poderia ser melhor neste aspecto.


O preço... Comprei-o na ProbikeShop. Uma loja online francesa, com excelente atendimento e da qual falarei um dia destes com mais pormenor. Custou 29,90€, o que é um bom preço. Quem preferir comprar em Portugal, sem deixar o mesmo que paga por um pneu de automóvel, pode aproveitar uma baixa de preço que a Cyclopneu está a efectuar neste momento. Nesta loja online (sediada em Viseu) o preço baixou dos 47,52€ (PVP) para 30,38€. É de aproveitar.

Em resumo. É um pneu de outono\inverno, para terrenos graníticos, pesados (molhados e\ou húmidos) e com pouca lama, que apenas se torna seguro com pressões médias\baixas e que se encontra a um preço baixol para pneu tubeless.

Se o recomendaria? Digamos que não pretendo comprar outro, mas que o usarei até ao final, com possibilidades de o trocar para a roda de trás.

quarta-feira, maio 04, 2011

Maxxis Larsen TT 1.9 [análise]

Já há algum tempo que não deixamos aqui qualquer análise a nenhum dos produtos que utilizamos, no entanto, a última resma de material comprado e que estamos a utilizar voltou a lembrar-nos disso.

Nesta série de análises vamos começar pelo pneu Maxxis Larsen TT 1.9, nas suas variantes Kevlar e Arame.

Há cerca de 140km atrás, perante a necessidade de trocar de pneu traseiro, e depois de alguma indecisão, optou-se finalmente por montar este pneu na roda de trás. Embora já há muitos meses debaixo de olho, o perfil do pneu deixava dúvidas sobre a sua capacidade em descida e em terreno molhado, no entanto, e perante a necessidade de tornar a bicicleta mais ligeira ao rolamento e subidas decidiu-se arriscar.

O pneu está montado numas rodas Crossride (Mavic), convertidas em tubless, o que faz com que a utilização deste pneu seja mais arriscada.
A história da sua utilização até ao momento divide-se em duas partes.

Primeiramente, foi montado a versão Kevlar (peso confirmado de 420gr), sendo que quando tinha cerca de 100km e numa zona muito rápida rolante (mais de 30km/h), e na tentativa de desviar a bicicleta de uma pedra, acabou-se por atingir esta com a esquina do pneu de trás rasgando-o na lateral. Não é algo novo, já tinha acontecido num pneu bem mais pesado, com câmara e gel, pelo que não se pode atribuir a culpa ao pneu em si, até porque na roda dianteira roda há cerca de 500km um pneu continental com o mesmo peso e sem qualquer problema.

Após esta experiência, foi decidido montar outro pneu igual mas versão arame (diz a marca que pesa 460gr, mas não foi confirmado). Poupou-se no peso.

Em termos de desempenho, são semelhantes, sendo que até ao momento não foi possível aferir qualquer diferença entre os dois. E falando em desempenho começamos logo por dizer que é, sem dúvidas, o melhor pneu com que esta bicicleta rolou até ao momento na roda traseira.
O pneu mostra-se extremamente versátil. Além de rolar muito bem, segura a bicicleta sem qualquer problema nas descidas cumprindo a sua missão atrás. Em subida agarra em qualquer situação, seja em terreno seco, terra, pedra, pedra molhada, lama, etc. Já foram utilizados pneus mais dedicados ao tempo de inverno menos capazes de responder perante essas condições que o Larsen TT.



Mesmo em lama, onde o problema da aderência dos pneus mais se coloca, até porque estes têm, normalmente, tendência para a agarrar e não mais largar, o Larsen TT não compromete. Para um piso com espaçamento reduzido entre tacos é impressionante a facilidade com que este pneu se livra da lama em excesso.

Em travagem, um grande problema sentido no Little Albert da Schwalbe, anteriormente utilizado na medida 2.1, o Maxxis volta a surpreender.

Em resumo, um excelente pneu, em qualquer das suas variantes utilizadas por nós.