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sábado, maio 05, 2012

Sports Tracker [análise]

É provável que boa parte dos nossos visitantes já tenham ouvido falar do Sports Tracker ou, pelo menos, deverão saber da existência de diverso software para monitorização de treinos através de smartphones.

O Sports Tracker, que nasceu a pensar nos Nokia (era, aliás, exclusivo para essa marca de telemóveis), é um excelente exemplo do potencial que se pode retirar dos actuais telefones. Se é verdade que não é um software tão completo como outras soluções que existem no mercado (a maioria delas paga), para aplicação em PC, a verdade é que os dados que o Sports Tracker permite monitorizar é mais do que suficiente para acompanharmos melhor os nossos exercícios e a nossa evolução, assim como a dos nossos amigos.

VANTAGENS
As vantagens deste software são mais do que muitas.

Comecemos pelos dados.
Ao iniciarmos o treino escolhemos o tipo de treino que vamos efectuar, e assim, o próprio display onde aparecem os dados adapta-se a esse mesmo tipo de desporto. 
Depois existem uma série de funcionalidades interessantes como a marcação de voltas, o seguimento através de GPS, os mapas que são mostrados e que permitem que fiquemos a saber onde estamos, etc.
Em relação a BTT e ciclismo (é isso que nos interessa aqui) esta aplicação grava o percurso, faz as médias do costume, mostra-nos a frequência cardíaca e, no final, ainda nos diz quantas calorias é que gastámos.

Bastante interessante é o facto de, no próprio telemóvel, e através de sincronização, termos acesso a todos os nossos exercícios gravados.



Frequência cardíaca
Como já disse atrás, o Sports Tracker permite monitorizar a nossa frequência cardíaca. Para isso precisamos de uma cinta própria, à venda no próprio site do Sports Tracker. A cinta é da Polar (qualidade garantida) e transmite os dados por bluetooth e aqui surge a primeira limitação deste software. Sendo a transmissão dos dados efectuada por bluetooth isso significa que os Iphone não podem utilizar esta funcionalidade, isto porque estes telefones não permitem o emparelhamento de qualquer acessório...

Utilizei esta cinta da Polar desde Junho do ano passado, em dois telemóveis diferentes, com dois sistemas operativos diferentes: um Nokia E5 e, agora, um Sony Ericsson Live Walkman.
Nos dois casos existiam falhas de sinal, mas este acessório era incomparavelmente mais fiável com o Nokia. Por exemplo, enquanto com o Nokia podia colocar o telemóvel no bolso de trás da camisola, sem que a perda de sinal fosse mais do que 1 em 10, com o Sony se colocasse o telemóvel no mesmo local era garantido que perderia o sinal, mais tarde ou mais cedo.

Por isso mesmo, independentemente do telemóvel, aconselho a utilizar o aparelho no braço ou no guiador, de forma a não perdermos o sinal. Esta é, aliás, a recomendação da própria Polar.

Ainda em relação ao Polar, e não menos importante, é o seu preço. Ele custa 69,90€, e se pensas que consegues comprar, novo, mais barato, podes tirar essa ideia. Abaixo deste preço, só em segunda mão.

No telemóvel
A aplicação apresenta diferenças entre marcas de telemóveis. Aliás, apresenta diferenças entre modelos diferentes da mesma marca.
As diferenças são poucas, mas bem perceptíveis.

Por exemplo, a versão Android é, na minha opinião, mais completa do que qualquer das versões Symbian, não deixando de ter algumas desvantagens. Por exemplo, se temos acesso a todos os nossos exercícios (mesmo os que não fizemos com aquele telemóvel) em sistema Android, para visualizar os gráficos de altimetria, velocidade e frequência cardíaca os Nokias são melhores porque permitem rodar o ecran, invertendo os eixos, e assim permitindo ter melhor percepção do percurso. 



No PC
Um dos grandes trunfos do Sports Tracker é que permite fazer o upload dos nossos exercícios gravados para a net, isto é, na página da Sports Tracker temos a nossa própria página onde temos acesso a todos os nossos dados, assim como aos exercícios realizados pelos nossos amigos e não só.

Aliás, se não aproveitarmos esta vertente do software perdemos boa parte da "diversão". É que é no computador que iremos tirar partido de todas as potencialidades do software, nomeadamente de análise dos treinos, para além de que a página está em constante desenvolvimento. Por exemplo, se antes para vermos o acumulado das nossas voltinhas tínhamos que exportar o track para outro programa (sim, o Sports Tracker permite exportar e importar através dos formatos mais comuns), recentemente, há alguns meses atrás, foi acrescentada esta funcionalidade ao site.

Outra das funcionalidades interessantes do Sports Tracker, se calhar a mais interessante no que diz respeito a análise de treinos, é a comparação de treinos por percurso. Isto é, ao seleccionarmos um exercício teremos duas hipóteses: ou comparamos o exercício com todos os outros (daquela modalidade ou de todas), ou temos a hipótese de comparar apenas os exercícios realizados naquele percurso. 
Por outras palavras, de pouco vale comparar o incomparável. Por isso o software dá-nos a possibilidade de comprar os exercícios realizados no mesmo percurso, seleccionando-os automaticamente.

O Sports Tracker acaba por funcionar também como uma rede social, embora tal fique à nossa escolha. Tanto podemos guardar os nossos treinos como se fosse o nosso maior segredo, como podemos ter amigos no Sports Tracker e compartilhar com eles os treinos. Aliás, podemos partilhar os exercícios no Facebook e Tweeter.

As fotos e as músicas
Espectacular a relação do Sports Tracker com a máquina fotográfica do telemóvel e do leitor de música.
Em relação às fotos, se estivermos a realizar um exercício e tirarmos uma foto, a aplicação vai geo-referenciar as fotos e colocá-las no ponto do percurso onde as tirámos. Fantástico.
E faz o mesmo em relação às músicas, isto é, quando inicia uma música ele diz em que exacto local do percurso ela iniciou. 

Falhas
A maior falha do Sports Tracker é também a sua grande vantagem: funciona num telemóvel. E sendo assim, está sujeito a todas as contingências próprias de um telemóvel, em especial, a "crashar" e a fazer "reset". Porquê? Ao longo de mais de um ano de utilização do Sports Tracker dei conta que a estabilidade do mesmo depende da estabilidade do telemóvel, pelo que, se o telemóvel tiver muita "tralha" será pior. Neste aspecto é como tudo, e estou convencido que não depende do software em si.

As falhas de sinal de GPS também ocorrem, mas muito raramente. Aliás, é impressionante como é estável a este nível. Em mais de um ano, sou capaz de ter perdido sinal de GPS (e com isso todo o exercício), por umas três vezes.

Balanço Final
Pondo as coisas claras e friamente em cima da mesa.

Trata-se de uma aplicação grátis que, mesmo se não quisermos comprar o Polar, tem como equivalentes aparelhos que custam para cima de 150 euros.
Aliás, para fazer frente a esta aplicação a todos os níveis, teremos, no mínimo, de largar mais de 300 euros para comprar algo como o Garmin Edge 800. Sim, porque o Edge 500 é muito bom (eu comprei um, por isso sei do que falo), mas não tem mapas.

Como principal defeito tem o facto de correr num telemóvel e, como tal, estar sujeito à instabilidade do sistema sobre qual corre a aplicação, assim como a perda de sinal do Polar com alguns telemóveis.

De qualquer das formas, para quem não quer gastar muito dinheiro, aconselho o uso do Sports Tracker (eu continuo a usar, principalmente por causa da georeferenciação das fotos, e apesar de ter o Edge 500), de preferência, e de forma a aproveitar da melhor forma a aplicação, com o Polar Bluetooth.