Bem, quase tudo já foi dito pelo Marco sobre este passeio, no entanto vou deixar aqui mais algumas palavrinhas.
De facto o passeio de Vila Nova de Paiva é realmente um passeio... Não há classificações, não há tempos, nem muito menos dorsais! A linha de partida é imaginária e desloca-se conforme as necessidades, e a linha de chegada não é uma linha mas sim um largo! No reforço não há barras energéticas, mas sim e como já foi dito, salpicão, chouriça, tintol (e do bom por sinal), queijo fresco e curado, fruta (para os que acham que são saudáveis, eh eh eh)! Até minis lá havia e eu só não enfardei uma porque estavam um pouco quentes (um ponto a rever no próximo ano ;))... No entanto, digamos que os dois copos de tinto deram a força necessária!
Depois, e tenho que dizer isto... Em termos de almoço, e de apresentação do mesmo, ninguém bate VNP! Aquilo era um autentico casamento. Verdade seja dita que não se come tanto como na Beselga (onde aquela gente abusa e ainda bem), mas comer numa estalagem de cinco estrelas e mais algumas que houvesse, em mesas de nove ou dez, com todo o conforto do mundo e mais algum, sabe mesmo muito bem!
Depois o ambiente é daqueles... Gente cinco estrelas... Pessoal tão porreiro que como o Nuno disse, chegámos às oito da noite a casa! (Ainda bem que a minha Maria e a do Marco trabalham por turnos, embora a Lili estivesse de folga.... Deve ter ouvido poucas quando chegou a casa eh eh eh)
Para quem conhece VNP como eu e o Marco sabe que o concelho é muito pequeno (se tivessemos chegado um pouco mais perto do Touro e Vila Cova, tinhamos quase dado a volta ao concewlho inteiro) e que a paisagem é constante... Serra da Nave por tudo quanto é lado, ou como Aquilino diria: Terras do Demo!
Assim, os trilhos deram-nos uma grande amostra do que se pode ver por aquela zona e seria dificil arranjar algo mais complicado (em termos de subidas) ou de florestas... Para quem não sabe uma esmagadora maioria da floresta deste concelho desapareceu com os fogos de 1997 (salvo erro), pelo que árvores são poucas!
Mesmo assim, adorei o percurso, com muita lama (o S. Pedro não gosta do pessoal de VNP), muito calhau, com a Orca de Juncais (onde eu e o Marco demos os primeiros passos no desenho arqueológico) e a sua cobertura pouco ortodoxa (isto para não dizer que é horrível)...
Ao pessoal da organização os meus parabéns! Arriscam-se assim a ter um dia destes um dos maiores passeios BTT da zona centro do país, pois se a aceitarem inscrições até ao último segundo e a cair água daquela forma tiveram lá aquela quantidade de gente, imaginem se estivesse bom tempo e fosse todo o pessoal que não conseguiu sair da cama?
Para o ano lá estarei!
Fotos já de seguida!