Para este ano era esperado por todos os repetentes melhorias em alguns aspectos que no ano passado estiveram menos bem, nomeadamente os banhos, o percurso e reforços...
Como já sabemos como funciona o grande dinamizador da prova (Exmo. Ricardo), sabiamos que as melhorias seriam muitas. Quando se trabalha por gosto é normal isso acontecer...
Vamos por partes:
Banhos:
A organização alugou um contentor próprio para o efeito. Fui dos últimos a utilizar a infra-estrutura e a água já estava fria. Nada de preocupante porque estava frio, no entanto se mais gente tivesse participado, arrisco-me a dizer que boa parte iria tomar banho de água fria. Por este ano serviu para as encomendas, mas no caso de a prova crescer, por pouco que seja, a solução deverá ser revista. Nota positiva.
Reforços:
Foram dois, sendo que eu falhei o primeiro. Vários pontos de água (fosse engarrafada ou de nascente), o segundo reforço tinha aquilo que interessava para quem queria andar. Nada a apontar.
Percurso:
Muito melhor que o do ano passado. Continuou a ser extremamente duro e arrisco-me a dizer que assim o Paiva BTT Raid poderá vir a ser conhecido pela sua dureza. Mesmo assim, os trilhos foram mais variados, com zonas para rolar, descer e subir, como realmente se quer.
Na minha opinião a descida das pedras, para Cujó, foi uma má escolha. Era extremamente perigosa, a evacuação de feridos não seria das mais fáceis em alguns pontos, e tornou a descida há muito aguardada num pesadelo para muitos. Gosto de descer, mas não naquelas condições. O risco não compensava o nenhum gozo que retirei da descida.
Os singles foram o ponto alto, em especial aquele em cima dos penedos que demonstrou trabalho de casa feito...
A rever para o futuro:
Ponto da partida - creio que a prova ganhava em começar e acabar em Folgosa. Foi muito bom atravessar a aldeia com muita gente a apoiar e dava um colorido especial à festa, juntado o resto da aldeia ao evento como um elemento chave que é o público. Além disso, aquela subida logo para começar pode ser muito bonita no papel, mas a verdade é que desanima e, na minha opinião, não compensa o público que se ganharia em cima.
Percurso Final - Em vez de atravessarmos o rio e subirmos, era uma boa ideia (embora trabalhosa) abrir um single junto ao rio até Vila Franca. Ligava ainda mais a prova ao Rio Paiva...
Kms - 60kms como percurso único (apesar do passeio, mas esse era curto demais), com a dureza que teve nas duas edições poderia ser um ponto a rever. 50kms no máximo, 40 kms seria o ideal... Apenas uma mísera parte dos praticantes de BTT estão interessados em percursos desta dureza.
De resto, gostei de ver que melhoraram no geral. As marcações estavam boas (embora a cor verde e preta das fitas não fosse a melhor). Eu perdi-me mas devia ir a dormir. O almocinho um espectáculo, e a simpatia é a que todos conhecemos.
Desculpem as criticas, mas como esta prova é especial pela proximidade é normal a preocupação ser maior da minha parte.
Sabem que no que poder ajudar (eu e as restantes mulas) estamos sempre disponíveis.
Duas notas finais:
- A prova merecia mais participantes e voçês como equipa também os mereciam. Custa ver que houve pessoal que não apareceu e que deveria ter aparecido. Fosse pela amizade, ou pelo simples facto de voçês correrem também nas suas provas. Senti a falta, novamente, de pessoas que ganham muitos €€€€€ por ano com as vossas bicicletas e que pelo segundo ano consecutivo não tiveram tempo para participar numa prova a pouco mais de 25kms de distância... (Esta anda-me atravessada e tinha que a largar)
- Os meus parabéns ao pessoal de Monte Trigo... Há pouca gente assim... Este ano falhei a vossa prova por causa da minha pequenita, mas para o ano lá voltaremos, desta vez os três... (A minha mulher agradece o bolo que trouxeram no ano passado, só teve pena de este ano não ter havido;) )
As fotos coloco amanhã! Ainda são bastantes!












