




























Dia 9 - Sexta –Feira
21h00 – Concerto de Abertura - Filarmónica de Mões
22h00 – Percurso pedestre com lanternas ao monte da Forca
Dia 10 – Sábado
12h00 - Abertura da Feira com toque de trombetas
e leitura da carta da Feira
12 h30 - Inicio do desfile de Don Moço Viegas
18h30 - Meninos da Idade Média
22 h00 - Encerramento com teatro de fogo
Dia 11 – Domingo
11 h00 - Missa de cristãos na igreja
12 h00 - Bênção da Feira
( pelo Sr. Padre Sobral)
12 h20 – Desfile Real pelas ruas da Feira
12 h30 – Almoço nas tavernas da Feira
22 h00 - Encerramento com fogo de malabares
Depois de três adiamentos, foi este ano que as Mulas se fizeram à estrada e foram até Portalegre, naquela que todos consideram a festa do BTT nacional.
Sendo a maior prova de BTT em Portugal, decidimos fazer também um dos nossos maiores rescaldos, algo que já estava prometido...
Para começar, foram três as mulas presentes (Márcio, Justo e Hélio), as quais pernoitaram em Castelo de Vide na Casa Machado. E este é o primeiro ponto a sublinhar. Antes de mais recomendamos a todos quantos se façam à estrada para aqueles lados e precisem de um sitio barato e acolhedor para dormir a escolha desta casa. Cinco estrelas no atendimento, ambiente familiar. Muito Bom.
Depois, Castelo de Vide é uma terra realmente linda. Um exemplo para as câmaras municipais do norte de como cuidar de uma vila. E finalmente, o Javali estava um mimo! O veado também, mas gostámos mais do javali!
Dito isto, resta dizer no que diz respeito às mulas que alcançámos uns muito respeitáveis lugares em torno do 510º lugar na meia-maratona. Tendo em conta que partimos nos últimos trezentos, parámos em tudo quanto era local para tirar fotos, desviámo-nos do caminho para papar um talefe e tal... Nada mau! Era bem possível termos chegado nos 300 primeiros, mesmo partindo do final!
Em relação à prova:
Em termos de organização não há um único ponto negativo a apontar. No meio de tanta coisa a correr bem creio que apenas poderiam melhorar um pouco a sinalização para os participantes nos acessos a Portalegre e no meio da cidade. De resto, NADA!
Mesmo quando pensámos que “bem, é agora que vai dar estrilho” os homens de Portalegre tinham tudo previsto. Querem um exemplo? Primeira entrada em terra depois de cerca de 12 ou 13 kms em estrada, incluindo um género de prémio de montanha e... sem engarrafamentos. Aliás, do inicio ao fim não parei uma única vez com engarrafamentos. Os controlos também são uma zona de normal confusão, mas aqui não... Oito ou nove pessoas por controlo e problema resolvido.
Banhos. Balneários cheios, mas sempre com lugar para mais um.
Almoço? Rápido, com direito a entradas e uma sopa bastante boa. Pena o esparguete deixar muito a desejar, mas não estava mal de todo.
Resumidamente, em relação à organização nada a apontar. Os homens são profissionais.
Em relação ao ambiente, também é algo talvez único... A esmagadora maior parte das pessoas vai para a aprova como quem vai para uma festa. Bom ambiente, piadas de um lado e doutro. Barracas de cachorros junto ao local do estacionamento e campismo. Simplesmente único. É uma prova que faz parar a cidade inteira.
Aliás, sobre esta última parte, de referir que esta prova faz mexer toda a economia da região. Desde o dia 1 de Janeiro que a capacidade hoteleira da região estava praticamente esgotada. Aliás, os efeitos fazem-se sentir até do lado espanhol.
Não sei se voltarei devido ao preço, que continue a achar exagerado, mas esta é a festa do BTT nacional.
No entanto, e ao contrário do que afirmavam na rádio Portalegre, esta não é, na minha opinião, nem de perto nem de longe, a melhor maratona BTT de Portugal. É a festa do BTT sim, mas não é a melhor prova do género em Portugal.
E não o é porque não tem o melhor percurso (Gatões, Tábua e Vasconha têm melhor, só para dar alguns exemplos), em termos de almoço Beselga e Sepins estão muito à frente, e do ponto de vista das marcações também há bastante melhor.
O que faz desta prova como merecedora de voltarmos e aconselharmos a todos de participarem é mesmo o facto de ser uma enorme festa a qual vale a pena viver desde sexta-feira até domingo.