sexta-feira, outubro 21, 2011

Perdido pelo Alto Paiva (2)


Continuamos a apresentar.... 



Continuamos nos Trilhos da Granja, e falta apenas mostrar a aldeia da Granja. Cá está ela.



Estrada renovada entre Granja e Mões. E é naquela direcção que queremos ir...

Sem palavras...

A zona a Este da estrada de ligação Granja - Mões, ainda na margem direita do Paiva, mostrou-se mais complicada do que parecia à partida, com muitos estradões sem saída. Este é só um exemplo. (ao fundo está a Quinta da Rabaçosa a qual aconselho vivamente)

Com um matagal destes não se admirem de haver incêndios incontroláveis!

Vista panorâmica sobre a zona dos Trilhos da Granja.

Margem direita do Paiva. Infelizmente o trilho está tapado umas centenas de metros mais à frente.

Que lindo....

Ainda o mesmo local.

E depois de voltar para trás, lá tive que me resignar à ideia de ter que fazer uns metros por estrada.

A razão por nesta altura fazer muita estrada está à vista... Agora já na margem esquerda do Paiva, a subir para Mões. Sempre que via um trilho saía da estrada e seguia-o, o problema é que depois deparava-me sempre com isto. Um lameiro e sem continuação do trilho.

Uma excepção, mas curta. Passados umas centenas de metros cheguei a casas, onde voltei à estrada.

Já à saída de Mões voltamos aos trilhos. Alguns abertos pelo incêndio do ano passado...

Outros não... Aqui um singletrack já a descer para a aldeia de Vila Franca, na margem esquerda do Paiva.

Descida para aldeia.

Chegada a Vila Franca. O monte em frente é já a margem direita do Paiva e basicamente é onde passa a estrada de acesso à praia fluvial de Folgosa.

E daqui se vê a aldeia de Folgosa, onde está sediada a equipa dos nossos amigos folgosenses! (Será assim que se diz e/ou escreve?)

Não se vê bem, mas ali, naquele pilar, está uma das setas amarelas do Caminho Interior Português de Santiago, marcado durante este verão por todos os municípios entre Viseu e Chaves (projecto que demorou cinco anos para sair do papel, talvez por causa do preço da tinta).

Ao longe, a praia fluvial...

Descida para o rio, com mais uma seta pintada no pilar.
Continua....Posted by Picasa

Perdido pelo Alto Paiva (3)


Continuamos a apresentar... Último capítulo.



Ao chegar ao rio vê-se uma mega levada...




Vista sobre o rio...


Ponto de passagem. Embora com pouca água, ainda deu para molhar os pés. Posso dizer que a água estava boa!

Paragem final. Terminal, para beber um fino e comer uma bifana...
Esta aventura ainda não terminou, e espero ainda esta semana continuar a exploração do alto paiva, no concelho de Castro Daire. É uma zona com um potencial enorme, com trilhos de todos os géneros e que enchem facilmente as medidas a qualquer um, independentemente dos seus gostos pessoais.

Não é por ser a minha terra, mas o concelho de Castro Daire terá das melhores condições para a prática de BTT a nível nacional. Infelizmente, nem quem está à frente do município se apercebe disso, nem sequer os praticantes desta modalidade, que teimam em caracterizar o nosso concelho como terra de trilhos duros, acumulados para malucos e onde a pedra abunda. Sim, é verdade em parte, mas Castro Daire tem também planalto, mais plano que o próprio alentejo. Tem singletracks de tirar a respiração de qualquer um, e não temos nós o pessoal de Tábua ou de Eiras a abrir singles, porque se tivéssemos... Aí meus amigos, seriamos o melhor local do país para fazer BTT, só nos faltando areia para termos o único cenário em falta: o deserto! (mas também se arranja alguma...)Posted by Picasa

sábado, outubro 01, 2011

Rio Paiva BTT Raid - 2011

 Desta vez não foi o Raid do Montemuro, nem das pedras e calhaus. Desta vez o pessoal de Folgosa decidiu, realmente, fazer um Rio Paiva BTT Raid.

Mas vamos à história completa.

Foram quatro as mulas presentes nesta prova (Justo, Márcio, Rute e Hélio), e logo aqui estamos conversados em relação ao ponto alto do dia. Foram dois os prémios que trouxemos para casa: o da equipa mais numerosa e o da melhor atleta feminina.

Em relação ao percurso, nada a apontar até aos últimos dez a quinze kms. O percurso voltou a partir da aldeia de Folgosa (ainda bem), e os primeiros kms foram dedicados aos singletracks à volta da aldeia.

Depois rumámos em direcção a Castro Daire, com uma subida de meter respeito pelo caminho. Atravessámos os arredores da vila e seguimos viagem junto ao Rio Paiva, até alcançarmos Reriz depois da travessia do rio.

Aí começou a longa e penosa subida até (quase) ao topo da Serra do Cimal, onde depois de alguns quilómetros a rodar, descemos até à aldeia de Pepim através de um singletrack engraçado.

Após esta fase começou, para nós, a pior fase da prova e que a transformou numa prova demasiado dura e que, mais uma vez, assustou muita gente que acabou por não comparecer. A partir de Pepim havia outras alternativas, com menos quilometragem, menos acumulado e que nos trariam de igual forma até à praia de Folgosa.

De qualquer forma, foi na nossa opinião, o melhor trajecto de todas as edições.

Em relação aos banhos e mais uma vez não utilizámos as instalações cedidas, mas cá em casa a água estava quentinha e com boa pressão!

O almoço esteve MUITO bom. Pena foi não haver finos este ano. Um ponto a corrigir para o próximo ano.

Em resumo, uma prova bonita, mas um pouco dura de mais para que tenha os participantes que merecia ter.

Especial abraço para todos os amigos que tivemos oportunidade de reencontrar, nomeadamente ao Eugénio da Beselga Gonzalez e demais pessoal do Dão Nelas, e do MK-Makinas, nomeadamente o Vora Vora e até, o grande chato, do Bruce... ;)

Ficam algumas fotos...

Ps. Já me estava a esquecer do Tó Jó... Meu caro amigo, quem fala assim não é gago!


 Chegada de um dos nossos atletas!



Chegada da nossa atleta!


A dupla maravilha!

O rescaldo!

quarta-feira, setembro 21, 2011

Rota do Presunto - Chaves [Rescaldo]

"Oh pá, temos que ir a Chaves à Rota do Presunto!".

Surge a vontade e a coisa dá-se! E assim três mulas trocaram mais uma prova do Up and Down, para voltar repetir ou experimentar, conforme o caso, os trilhos e a GASTRONOMIA da zona flaviense.

Aproveitando o facto de a A24 ainda ser à borla, lá nos lançámos para mais um dia cheio. À chegada, tudo bem organizado, entrega dos dorsais rápida e à hora, lá estavam as cerca de 900 almas, prontas para pedalar ao longo de 50 ou 75km, conforme os casos.

Nós fomos para a meia-maratona. O percurso estava muito bem pensado, com uma primeira zona de 8km muito rolantes, seguidos por uma subida que só iria terminar já a prova ia a mais de meio. Depois, os últimos 15kms (mais coisa menos coisa), eram sempre a descer e rolar. Era um percurso muito pouco técnico, mas interessante.
As marcações estavam q.b., sem exageros mas também sem falhas. Nos abastecimentos não parei, mas deitei o olho e pareciam fartos.

À chegada a surpresa. O Márcio terminou em 11º, o Justo em 18º e eu (Hélio) em 49º. Isto no meio de mais de 550 participantes na meia-maratona.

Após o banho tomado (sem problemas porque fomos dos primeiros), melhorámos a nossa classificação à chegada ao almoço, obtendo um segundo, terceiro e quarto lugar à chegada ao chop chop!
E que almoço. Era presunto a rodos (o melhor que alguma vez comi), assim como feijoada, febras, alheira, chouriça, etc., etc..

MUITO BOM.

Gostámos tanto da prova que já prometemos a nós próprios que para o ano iremos no sábado, para além de estarmos a tentar arranjar, de qualquer forma, um daqueles presuntos!

Ficam as fotos onde estamos presente, tiradas pelos espectadores da prova  e colocadas online no Fórum BTT. Existem mais fotos no nosso facebook em facebook\mulasdacooperativa.





terça-feira, agosto 30, 2011

As mulas perdem-se por Moledo!


Este último domingo três mulas decidiram, como normal, sair de casa para dar mais uma voltinha.

Após umas primeiras trocas de palavras, eis que surge um percurso na cabeça que, como não poderia deixar de ser, não foi seguido na totalidade.

Saída de Ribolhos, com passagem pelo vale entre Traz do Alto (entre Grijó e Vila Boa), subida para Mões pelo caminho de Santiago e, depois, continuação da subida pelo trilho da travessia para Viseu e ao chegar lá acima a paisagem a Oeste chamou por nós.

Cá vai disto, e descemos durante uns belos minutos até Moledo.

Alguns trilhos falhados pelo caminho e surge a picada do dia. Muito técnica, com bastantes obstáculos e terreno difícil.

Em resumo, foram 40km de puro btt de descoberta... Ficam as fotos, sendo que as restantes podem ser vistas no nosso facebook. O Track está disponível no nosso Gpsies, aqui.






segunda-feira, agosto 29, 2011

O renascer dos empenos femininos!


Este sábado e após alguns meses de inactividade, a Guidinha voltou às lides ciclistas, com uma voltinha ao entardecer de 17kms.

Saída de Castro Daire e nem 5 kms depois uma ligeira fraqueza... Valeu mais uma vez o marido que levou umas barras energéticas (vulgo Nougat) que fizeram o milagre da ressurreição.



Depois de barriga composta e os níveis de açúcar repostos, continuámos a pedalar, saindo de Fareja em direcção a Folgosa.


Passámos por Folgosa e seguimos por uns caminhos agrícolas que rapidamente se transformavam em singletracks. Depois destes apanhámos alguns bons bocados de floresta composta por carvalhos o que dá sempre espaço para bons trilhos.



O passeio atingiu o seu ponto mais afastado de casa junto do Rio Paiva...
No final tinhamos 17kms feitos em hora e meia. Fica o link para o track, sendo que poderão ver mais fotos em www.facebook.com/mulasdacooperativa

sexta-feira, julho 29, 2011

Aquela subida não existe [S. Macário por estrada, via Sul]

Desde que tenho a bicicleta de estrada que o S. Macário não me sai das ideias. Tinha que lá ir, custasse o que custasse. Era uma questão de voltar a andar com mais afinco e quando me desse o clique, passava ao ataque.

O clique acabou por aparecer há uns dias, mas da primeira vez furei (e a câmara suplente estava também furada) e fiquei por Sul, com o objectivo já a ameaçar! No passado domingo, dia marcado para nova tentativa, nem sequer cheguei a sair de casa, visto o pneu ter furado sozinho!

Hoje, dia 29 de Julho, foi dia de nova tentativa. Desta vez "bem sucedida".

Os preparativos correram como normal. Um bom almoço, com massa e tudo (à pro), bidons carregados com o pó de "perlim pim pim", dois pacotes de gel, mais um nougat, dez euros para o taxi (se fosse necessário, caso contrário seria para finos), pressão dos pneus ajustada, musicas carregadas no telemóvel e já está. Eram 16:30, mais coisa menos coisa, quando me fiz à estrada.

A primeira parte do percurso levaria-me até S. Felix, pela estrada nacional que liga Castro Daire a S. Pedro do Sul. Boa parte do percurso é feito em subida, mas nada de especial. Por precaução fui sempre a poupar todo e qualquer esforço.

Assim que começamos a descer para S. Pedro do Sul, vemos o S. Macário a aparecer pela direita. A foto que está em baixo não mostra a imponência e o respeito que a Serra do S. Macário mostra desde logo...


Chegando a S. Felix, viramos à direita e continuamos a descer... E o Hélio sempre a pensar que aqueles kms que sabiam tão bem a descer iriam, mais tarde ou mais cedo, sair do pêlo... Ou melhor, das pernas.

Ao chegar à aldeia de Sul o S. Macário mostra-se ainda mais imponente. Estamos neste momento na cota mais baixa da aproximação à subida e, mais uma vez, a foto não demonstra o quanto aquela visão mete respeito. A foto também não mostra, nem mesmo se formos ao local, o que nos espera, até porque olhando ao longe parece que o mais difícil será a aproximação final... Errado.


Mal passamos pelo centro da aldeia de Sul, continuamos na direcção do dito e.... Tal e qual como uma lambada nas fuças, assim que se sai do largo principal da aldeia, inicia-se desde logo a subida, mas de uma forma tão violenta que o que nos vem logo à cabeça é: "o que vale é que isto não deve ser sempre assim, porque se fosse..."

Rabo fora do selim, e siga em esforço.

A ajudar a esta ideia, passados uns quantos metros, a inclinação diminui e volta a permitir pedalar sentado. "Pronto, assim está bem... Uns picos intervalados por estas subidas dá para fazer. É muito duro, mas dá para fazer." Errado novamente.

Antes de continuar o meu relato, devo dizer que sou um ciclista fraquinho, que detesta subir mas que adora um bom desafio. Sou do género que nas provas de BTT, quando vão todos com ela à mão a dizer que não compensa o esforço, eu teimo em aguentar até à última. Em resumo, vou-me safando, mas não sou um trepador.

Antes de arrancar para isto, descobri que o pessoal que anda nas fininhas dizia que esta subida era muito dura. 9,4kms, com cerca de 9,5% de inclinação. Que era um calvário... Que era o inferno.

Ora, o que eu posso dizer agora é que bem me enganaram... Ao inferno já fui e não achei assim tão duro quanto isto.

Continuando o relato. Depois daqueles (poucos, muito poucos) metros com menor inclinação, e ao sair de Sul (reparem que ainda estamos dentro da mesma aldeia) voltamos a olhar um pouco mais directamente para Deus... E daqui para a frente é sempre pior.
Passamos por Aldeia e cada vez mais começamos a pensar na razão que nos levou a sair de casa.

Aqui ainda estamos na fase "infernal". A partir daqui fico sem classificação para o que passei.

Senti-me como Darwin quando descobriu a teoria da evolução das espécies, pois até hoje, sempre pensei que numa subida a pior parte era a curva em gancho e que, após esse gancho, a inclinação diminuía... Mais um erro.
Hoje descobri que, nesta subida (que continuo a colocar em causa a sua existência), se os ganchos são terríveis, a estrada ainda consegue inclinar mais depois deles.

Esta parte, que nos leva ao cruzamento para Macieira, leva-nos ao desespero, sendo que os 32 graus de temperatura, sem qualquer vento nem sombra, também não ajudavam.

Ao chegar ao parque de merendas o corpo quis desistir e eu fiz-lhe a vontade. É minha convicção que não é vergonha nenhuma fazer parte daquele calvário a pé... E eu fi-lo, por longos metros.
Nesta fase pensava que não ia chegar lá acima.

Só ao apanhar uma fonte, numa recta que deveria ser das piores, é que voltei a ter algum ânimo. E ao chegar ao cruzamento de Macieira voltei a pensar em virar à direita e abortar o resto da subida.

No entanto, e mesmo com uma placa a indicar um restaurante com o nome de "salva almas" (em baixo na foto), decidi continuar. Podia ser que melhorasse um pouco.



E melhorou... Não muito, mas melhorou. Pelo menos, a muito custo, já deu para pedalar até ao final, sem mais paragens. Mesmo assim, rampas como esta que mostro em baixo continuaram a martirizar as perninhas.


Mesmo assim, a escolha não se revelou nada fácil, atendendo à visão que tinha do mítico (em baixo) e do que faltava subir.

Ao chegar lá acima, já numa zona com feirantes e comes e bebes (amanhã começa a romaria anual) lembrei-me do que alguém escreveu no fórum ciclismo. Foi algo do género "o pior é que quando chegamos lá em cima e pensamos que o pior já passou, vem mais uma parede que nos leva aos últimos metros e à capela".
Dito e feito, olho em frente e, mais uma parede, com uns ganchos pelo meio, umas picadas, estrada ainda pior do que tinha tido até então mas, não sei como, lá fiz tudo em cima da burrinha.

Lá em cima, de copo de cerveja na mão e fartura na outra, pergunta-me um senhor se era a primeira vez que fazia aquilo. Respondi que sim e ele disse que eu estava com cara disso. Diz ele que é a cara típica de quem faz esta subida a primeira vez, mas que depois melhora um pouco com as seguintes... Duvido!

Fica o link para o track e as fotos do sports tracker, que podem aceder também pelo facebook das mulas em www.facebook.com/mulasdacooperativa


E um conselho... Aquilo não é para quem tenha juízo. O que tem lógica, porque diz o povo que vai ao S. Macário quem procura que ele lhe dê juízo. Agora já sei porquê!



segunda-feira, julho 25, 2011

Recomendamos.... Blog do Daniel Kezia

Porque já há muito tempo não deixamos aqui uma sugestão de nenhum site que valha a pena, apesar de eles existirem, fica a sugestão para este...

Tropecei num relato do fórum ciclismo e, "voilá", cá está uma pessoa que gosta disto como nós!

O Daniel coloca neste blog as suas aventuras e desventuras em cima de bicicletas, sejam elas de btt ou estrada, demonstrando uma paixão imensa por estas coisas das duas rodas puxadas por nós próprios!

Fica o link:

domingo, julho 17, 2011

Sobre o Up and Down

Sou daqueles que participou na primeira etapa da primeira edição do Up and Down. Nestes anos que já leva de existência, o campeonato muito mudou. Algumas coisas para melhor, outras, talvez as mais importantes, para pior.

Para melhor temos o grau organizativo, o patamar competitivo, o número de participantes... Todos estes aspectos sofreram uma enorme melhoria ou aumento.

Por outro lado, temos vários aspectos que pioraram.

Lembro-me que, de início, um dos objectivos do campeonato era, essencialmente, promover a modalidade. Daí que existia sempre um passeio para aqueles que estavam a começar no btt, ou simplesmente queriam experimentar.
Este ano, simplesmente, o passeio não existe. Esqueceram-se da parte, essencial quanto a mim, da promoção da modalidade.

O nível competitivo cresceu tanto que, infelizmente, o ambiente que normalmente caracteriza os passeios e provas de btt, organizadas pelas inúmeras associações e grupos desportivos, perdeu-se.
Desde a simples má educação por parte dos atletas, até ao facto de se ignorarem os colegas que têm problemas, de tudo se vê. Chega-se ao ponto de provocar quedas por querer-se disputar o 132º lugar ou parecido.

As provas em si estão longe de apresentarem o ambiente que outras possuem. Muito bem, aceito isso. Até porque se querem transformar este campeonato em algo, apenas, de cariz competitivo, esse será o resultado aceitável.
Mas é pena. Se é verdade que o número de participantes parece continuar a aumentar, não é menos verdade que o tipo de participantes está a mudar radicalmente. Talvez se esteja a assistir uma troca daqueles que apenas se querem divertir por aqueles que suscitam problemas (como aqueles que já referi).

A verdade é que basta olhar para as camisolas das diversas equipas para notarmos que falta aqui muita gente que fez do Up and Down aquilo que é. Gente que talvez devia ser tida em mais consideração.
Dou alguns exemplos: Pessoal da equipa de Dão/Nelas, Associação Beselguense e os Troca Notas nem são vistos... Muito pessoal que não pertence a estas equipas mas dessas regiões, assim como o pessoal de S. Pedro do Sul, Tábua, Moimenta da Beira, entre muitos outros, também não são vistos. Onde anda esta gente, que marca presença em tudo quanto é prova?
Eu sou da opinião que não se revêm, como eu também não me revejo, no "pelotão" deste campeonato.

Já deram conta que os tópicos no fórumbtt de rescaldo das diversas etapas do Up and Down têm, manifestamente, poucas páginas por comparação com provas com o mesmo número de participantes?
Já repararam que são sempre as mesmas pessoas que lá escrevem, e que boa parte delas estão nisto desde o início?
Já repararam que a esmagadora maior parte das pessoas que participa no campeonato há menos tempo, e cujo objectivo é manifestamente competitivo, são os que menos dão ao campeonato em termos de divulgação e ambiente?

As provas, apresentam níveis de dificuldade elevados, são pouco variadas e os percursos não têm comparação com os das provas "extra" campeonato. Esta última prova em S. João do Monte é então o cumulo do que não devia ser o Up and Down, com um nível de perigo muito acima do que era desejável.

Não gosto do que vejo, mas também não gosto de criticar sem apresentar soluções, pelo que deixo aqui algumas sugestões.
Valem o que valem.

Para mim a promoção da modalidade deve estar no topo das prioridades, visto que provas com cariz competitivo há muitas, e até temos uma federação com campeonatos nacionais. Assim, os passeios deveriam ser, o quanto antes, retomados. Mesmo que não existissem inscritos essa opção deveria estar sempre presente.

Em termos de calendário sou da opinião que deveria ser adoptada uma de duas soluções.

Por um lado poderiam continuar com o figurino actual de organização de provas autónomas. Não é o meu preferido, mas pode melhorar muito.
No entanto, várias deveriam ser as alterações. Para começar, até ao final do ano deveriam ser entregues ao Inatel propostas de entidades (associações, grupos desportivos, câmaras municipais, juntas de freguesia, etc.) para organizarem uma prova. Estas candidaturas deveriam contar com um dossier onde constassem as condições reunidas, o tipo de percurso (já delineado na quase totalidade), etc.
No final, o Inatel deveria escolher as que lhes dessem melhores garantias de qualidade, respeitando os requisitos impostos.
Isto é o que se faz por exemplo no automobilismo. Quem dá as melhores condições fica com as provas.

Depois existe a via alternativa que proponho. Esta passa por escolher das provas que se fazem na região, aquelas que não tendo uma dimensão considerável, apresentam um nível de qualidade desejável para o campeonato. As organizações seriam abordadas ou poderiam abordar o Inatel de modo a candidatarem-se para realizar a prova. Todos ficavam a ganhar. O Inatel porque tinha uma entidade responsável por uma prova já com provas dadas, e a organização da prova porque veria o seu evento ganhar outra dimensão. Relembro, que já foi feito isto na Beselga, quando se aproveitou o passeio que era realizado anualmente para a realização de uma etapa do Inatel.

Estas são duas sugestões, mas mais poderiam ser dadas.

Acho que deveria-se falar com mais pessoas sobre o Up and Down, para além daquelas que apenas buscam os pontos da classificação. Abram o debate mas imponham também as ideias, não deixando que esses mesmos debates se centrem, unicamente, na parte dos pontos e pontinhos, partidas e grelhas de partida, como aconteceu anteriormente.
Isto se quiserem fazer deste campeonato algo abrangente, e menos elitista do que é agora...

Hélio Reis

domingo, julho 03, 2011

3ª Etapa Up and Down - Castro Daire [Rescaldo]



Mais uma etapa, mais um empeno...

Criticas à parte, esta foi a prova mais bonita do Up and Down 2011 até ao momento, com uma primeira parte muito bem conseguida, apesar da falta crónica de singletracks.


Muito dura, e bem longe (para cima) dos 1300 metros de acumulado que o André prometeu antes da partida, correu extraordinariamente bem,
sem quedas de maior, atendendo ao percurso em si que convidava a boas velocidades nas longas descidas. Não sendo técnico (os troços técnicos foram poucos quando comparado com Vouzela), alguns locais tornavam-se perigosos pela velocidade que se poderia atingir.

As subidas eram longas e muito inclinadas. Foi uma sorte não termos tido temperaturas como as do fim-de-semana passado, pois nesse caso não sei o que seria deste pessoal, incluindo eu.
Na minha opinião o percurso era duro demais, com subidas que poderiam ser cortadas e, dessa forma, todos ficariam a ganhar.
O que vale é que, infelizmente, como a componente de divulgação e promoção do btt está cada vez mais esquecida pelo Up and Down, quem vem para aqui já sabe ao que vai. Quem quer simplesmente divertir-se há muito que deixou de participar.

Continua também, infelizmente, a falta de educação de alguns atletas. Desta vez tive a primeira amostra da arrogância de uma atleta feminina...

Em termos organizativos esta prova esteve muitos pontos acima da 2ª etapa em Cantanhede. Muita gente a auxiliar, excelentes marcações, caminhos arranjados propositadamente (em demasia) pelo município, etc.
Só de lamentar os banhos de água fria para quem o tomou no estádio.

De resto, é de dar os parabéns ao Peixe (vencedor da meia-maratona) e ao michel (vencedor da Maratona), dois atletas do concelho de Castro Daire.

Fica o link para o track e para todas as fotos tiradas.



Todas as fotos tiradas pela nossa fotógrafa de improviso podem ser vistas no nosso facebook... Cliquem aqui

terça-feira, junho 21, 2011

2ª Etapa Up and Down - Cantanhede [Rescaldo]

Segunda etapa do Up and Down deste ano. As Mulas ainda a meio gás, sendo que apenas dois elementos se apresentaram à partida, tendo alcançado um 178º (Hélio) e o 43º (Márcio). O Márcio confirma-se cada vez mais como o ponta de lança da equipa!

Em relação à prova em si, além de ser longe para caraças para um campeonato que já decorreu exclusivamente no distrito de Viseu (com excelentes resultados) teve um percurso muito rolante, com poucas partes técnicas. As opiniões dividiram-se entre os que gostaram e os que gostaram menos, mas teve o grande ponto a favor de constituir uma prova diferente do que nos espera em (quase) todas as restantes etapas.

Se o percurso foi engraçado, e fora do figurino normal, quase tudo o resto correu menos bem. Não correu mal, é verdade, já vimos muito pior. Mas poderia ter corrido MUITO melhor.

Partida e chegada normais e tudo montado de forma condigna, conforme o pessoal do INATEL já nos habituou, mas depois...

- Percurso muito rápido, com marcações que, embora existentes, encontravam-se em cima das viragens, sendo que os enganos sucederam-se...
- Zonas onde deveriam estar elementos da organização de modo a evitar atalhos estavam escancarados. Houve gente a ganhar mais de cinco minutos em alguns locais. Bastava ir em frente e não virar para os singletracks!
- Reforços... Tá bem que é competição, mas mais água não seria má ideia. Se for assim em Castro Daire bem podemos levar, pelo menos, 3 litros de água e duvido que cheguem.
- Banhos. Apertadinhos. Apenas um balneário é pouco para 240 pessoas que chegaram com um intervalo de 30 minutos.
- Almoço. Foi básico. O mínimo indispensável.

Uma melhoria de assinalar foi a contagem dos tempos e sua publicação. É de manter.

Creio que os problemas que detectamos não terão tanto a ver com o INATEL, mas com as organizações locais, visto existirem grandes diferenças qualitativas de umas provas para as outras.

Gostámos da prova, mas para um campeonato de BTT que tem apoios a vários níveis, melhores que a maior parte das provas e passeios que se fazem por aí, o sumo foi pouco.

Há aspectos a melhorar nas próximas etapas:
- Marcações. Terão que ser melhores.
- Controlo dos participantes de forma a evitar atalhos. Não se pode colocar os controlos de passagem apenas onde o automóvel chega, mas sim, onde atalhar compensa.
- Banhos. Mais balneários é quase obrigatório. Estamos a falar de Cantanhede que tem melhores condições do que aquelas que nos mostraram.
- Almoço... Continuam a falhar nesse aspecto. Quem acaba uma prova não quer estar quase uma hora a desesperar.

Daqui a menos de quinze dias estaremos em Castro Daire, onde esperamos que as coisas corram melhor.

quarta-feira, junho 01, 2011

Primeiras fotos da V Maratona MK Makinas - Tábua

Porque nenhum rescaldo fica completo sem fotos, começamos por colocar aqui algumas das fotos que nós tirámos e outras tiradas por alguns dos muitos fotógrafos presentes.

No nosso facebook em www.facebook.com/mulasdacooperativa também já está disponível o álbum da prova onde estão disponíveis mais fotos e onde continuarão a ser colocadas outras mais!


O Justo a descer um dos MUITOS singletracks!

O Márcio no mesmo local.


Marco, o nosso ponta de lança na meia-maratona!


Estas placas estavam simplesmente fenomenais!


Para terem uma ideia por onde passámos.


terça-feira, maio 31, 2011

Rescaldo da 5ª Maratona MK Makinas

Já desconfiávamos, e no domingo tivemos a confirmação. Para quem conhece a organização do MK Makinas como as Mulas, não era de espantar que aqueles malucos este ano ainda iam fazer melhor que no ano passado.

Já no ano passado achámos a prova de Tábua como uma das melhores em que participámos. Este ano não existem dúvidas.

Começamos pelo percurso que, no fim de contas, é o que mais interessa para quem gosta destas coisas. Simplesmente brutal. O único que lhe chega aos calcanhares é o Eiras Single Track, e temos que ser sinceros, para uma prova da dimensão da de Tábua e com componente competitiva não é possível montar um percurso como o de Eiras. O percurso é dos mais equilibrados que conheço, com o bónus de ter singles a rodos. Tem subidas, zonas rolantes, subidas mais longas outras mais curtas, zonas com muita sombra. Impecável. Fica uma sugestão: era giro acabar a prova passando pelo interior de Tábua! Não sei se é exequível, mas que era giro era!

Organização: Sem falhas. Do início ao final. Marcaram o percurso como nunca vi igual. Havia protecções nos singles onde eram necessárias, gente a rodos para auxiliar, reforços mais do que suficientes, a comidinha no final foi impecável. Os banhos com água quente (e até me apetecia água fria).

Esta é a melhor prova de BTT em que já participei e duvido, sinceramente, que exista melhor em Portugal! Se a imprensa especializada em BTT e ciclismo em geral não faz uma reportagem desta prova só podemos atribuir tal facto a, das duas uma, desconhecimento da mesma (incompetência portanto) ou então por interesses que nos escapam (ou não). Eu considero que esta prova coloca a um canto, por exemplo, Portalegre! Maratona do Mondego (que este ano acho que não se realizou), entre muitas outras.

Pessoal das Makinas, os meus mais sinceros parabéns!

quarta-feira, maio 04, 2011

Maxxis Larsen TT 1.9 [análise]

Já há algum tempo que não deixamos aqui qualquer análise a nenhum dos produtos que utilizamos, no entanto, a última resma de material comprado e que estamos a utilizar voltou a lembrar-nos disso.

Nesta série de análises vamos começar pelo pneu Maxxis Larsen TT 1.9, nas suas variantes Kevlar e Arame.

Há cerca de 140km atrás, perante a necessidade de trocar de pneu traseiro, e depois de alguma indecisão, optou-se finalmente por montar este pneu na roda de trás. Embora já há muitos meses debaixo de olho, o perfil do pneu deixava dúvidas sobre a sua capacidade em descida e em terreno molhado, no entanto, e perante a necessidade de tornar a bicicleta mais ligeira ao rolamento e subidas decidiu-se arriscar.

O pneu está montado numas rodas Crossride (Mavic), convertidas em tubless, o que faz com que a utilização deste pneu seja mais arriscada.
A história da sua utilização até ao momento divide-se em duas partes.

Primeiramente, foi montado a versão Kevlar (peso confirmado de 420gr), sendo que quando tinha cerca de 100km e numa zona muito rápida rolante (mais de 30km/h), e na tentativa de desviar a bicicleta de uma pedra, acabou-se por atingir esta com a esquina do pneu de trás rasgando-o na lateral. Não é algo novo, já tinha acontecido num pneu bem mais pesado, com câmara e gel, pelo que não se pode atribuir a culpa ao pneu em si, até porque na roda dianteira roda há cerca de 500km um pneu continental com o mesmo peso e sem qualquer problema.

Após esta experiência, foi decidido montar outro pneu igual mas versão arame (diz a marca que pesa 460gr, mas não foi confirmado). Poupou-se no peso.

Em termos de desempenho, são semelhantes, sendo que até ao momento não foi possível aferir qualquer diferença entre os dois. E falando em desempenho começamos logo por dizer que é, sem dúvidas, o melhor pneu com que esta bicicleta rolou até ao momento na roda traseira.
O pneu mostra-se extremamente versátil. Além de rolar muito bem, segura a bicicleta sem qualquer problema nas descidas cumprindo a sua missão atrás. Em subida agarra em qualquer situação, seja em terreno seco, terra, pedra, pedra molhada, lama, etc. Já foram utilizados pneus mais dedicados ao tempo de inverno menos capazes de responder perante essas condições que o Larsen TT.



Mesmo em lama, onde o problema da aderência dos pneus mais se coloca, até porque estes têm, normalmente, tendência para a agarrar e não mais largar, o Larsen TT não compromete. Para um piso com espaçamento reduzido entre tacos é impressionante a facilidade com que este pneu se livra da lama em excesso.

Em travagem, um grande problema sentido no Little Albert da Schwalbe, anteriormente utilizado na medida 2.1, o Maxxis volta a surpreender.

Em resumo, um excelente pneu, em qualquer das suas variantes utilizadas por nós.

segunda-feira, maio 02, 2011

1ª Prova Up and Down 2011 - Vouzela - 01/05/2011 [Rescaldo]

Dia do Trabalhador, chuva lá fora, domingo... Pronto, e lá fomos nós para a primeira prova do Up and Down de 2011...

Destino Vouzela, numa etapa organizada pelo pessoal de Vasconha. Fiz esta prova há três anos, na altura em muito melhor forma, mas lembro-me que para além de ter sido a que teve melhor traçado de todas, era muito dura.

Esta ano não poderia ser ao contrário. Pelo track dava para perceber que o percurso era semelhante ao que já tinha experimentado, restando a dúvida sobre o sentido do trajecto. Confirmou-se o pior. Foi o inverso ao de há três anos e isso tornou-o ainda mais duro! Isso, e as minhas pernas.

Além de mim (helio) esteve ainda presente o Márcio. Foi a participação possível num dia em que ainda temos uma mula encostada às boxes, outra a trabalhar e outras que estiveram presentes noutros eventos.

Estes últimos, se por um lado perderam um percurso fantástico, por outro pouparam-se a um real empeno e, provavelmente, a uma conta no mecânico ou hospital.





De toda a gente com quem falei, terei sido o único que não sofreu uma queda ou partiu material. As quedas foram muitas, porque o percurso convidava a isso e o solo molhado fazia o resto. Só eu, vi o mesmo rapaz cair em QUATRO ocasiões distintas, tirando os outros. Material partido então foi aos montes. Inclusive o Márcio que depois de ter partido a corrente viu a transmissão a desafinar completamente, perdendo muitos minutos. Tantos que até eu consegui chegar à sua frente!

No entanto a organização não tem culpa dos caprichos do S. Pedro e a verdade é que nada falhou de grave. O percurso foi mais uma vez excelente (embora ainda muito duro para mim, mas serviu de treino), as marcações sem mácula, banhos q.b. e o almoço, suficiente, servido num local com aspecto de local fechado de meninas que nos tratam por tu! (Aquelas luzes de natal... Hummm, não sei não)



Falando agora do campeonato propriamente dito...

A ideia das boxes para a partida foi realmente muito boa. Definitivamente a manter!

No entanto, e noto cada vez mais isso, a vertente da divulgação e dinamização do desporto em si está cada vez mais distante... Nem sequer ouvi falar do passeio, se ele existiu passou-me completamente ao lado (pode também não terem existido interessados). Pode não parecer nada de mais, mas muitas pessoas poderiam estar interessadas. Por exemplo, a minha esposa iria aos passeios se tivesse oportunidade mas nunca às meias-maratonas para as quais não tem capacidade, nem tempo para se preparar para elas. Miúdos de 10, 12 anos a fazerem uma prova como a de Vouzela acho um atentado.
Continuo a achar que um dos objectivos principais que o Up and Down deveria perseguir, assim como as instituições que apoiam o Inatel na realização do campeonato, passaria pela divulgação deste desporto, cativação de miúdos e graúdos, etc.. Comentei isso mesmo com o Márcio e demos conta que o pessoal que normalmente vai a estas provas por gosto de andar, pelo convívio e sem qualquer objectivo de alcançar outra coisa que não a meta é cada vez menos...

Acho que há espaço para as duas vertentes e este é na minha opinião dos poucos pontos a corrigir. Para além da localização das provas, mas isso é outra conversa!

Entretanto, e no que diz respeito ao Up and Down, até 19 de Junho em Cantanhede. Uma prova que provavelmente será mais suave.

Entretanto as fotos em que aparecemos, assim como os dois tracks gravados (por mim e pelo Márcio) já estão disponíveis no nosso facebook em www.facebook.com/mulasdacooperativa



terça-feira, abril 26, 2011

Up and Down arranca este fim-de-semana


Este fim-de-semana arranca mais um Campeonato Up and Down, organizado pelo Inatel de Viseu. As Mulas como é hábito estarão presentes, embora, quer seja por sermos avessos a algum do espírito que se vem a desenvolver neste campeonato (competição em detrimento de tudo o resto), quer seja devido à crise que nos morde os calcanhares a cada dia que passa, não estaremos presentes em todas as etapas.

O campeonato deste ano acarreta mais despesas para os participantes, logo porque, um campeonato que era de início do distrito de Viseu, tem vindo a alargar-se, não sabemos porquê, a outros distritos. Assim, as despesas com as deslocações aumentam em flecha e, para deslocações de muitos kms preferimos participar noutras provas.

Aliás, este ano as Mulas participarão, à partida, em menos provas e as deslocações serão mais curtas, até porque, ao contrário do futebol, nós vivemos sem apoios para participar onde quer que seja.

Mesmo assim, participaremos no máximo de provas que nos seja possível.


domingo, abril 17, 2011

Trilhos do Douro Internacional - 2011 [Rescaldo]

Espera pela assistência do staff das Mulas!
Trilhos sempre a rolar.
O ataque às postas durou todo o sábado.
Esta barragem é algo de imponente!
Fermoselle, mesmo junto à fronteira, também merece uma visita.

Seguindo, aquilo que já é tradição das Mulas, este foi o fim-de-semana especial em que fomos a uma prova até um pouco mais longe do que o habitual.

Depois de Portalegre em 2010, este ano fomos até ao Distrito de Bragança, ainda por visitar em cima de bicicleta, mais concretamente Bemposta, no concelho de Mogadouro.
Em boa altura o fizemos, porque foi um fim-de-semana espectacular.

Tudo começou ontem, com saída de Castro Daire de 3 Mulas e um elemento do GDR Folgosa. Paragem em Carviçais (Torre de Moncorvo) para almoçar no "Artur" uma bela de uma posta. Aconselhamos. Talvez as melhores postas que já comemos até hoje!

Seguimos para a Bemposta, onde ficámos alojados no Hotel Rural Solar dos Marcos. Malas arrumadas e bicicletas na garagem, fomos até Espanha, à Vila de Fermoselle, bem junto da fronteira. Mais uns kms andados e fomos visitar a barragem do almendra. Impressionante, com cerca de 2,5km de paredão principal. Ambos os locais a merecerem uma visita.

De regresso à Bemposta, encontrámos o Tó Jó & companhia de Viseu, recolhemos os dorsais, e fomos até Sendim, já pertencente a Miranda do Douro, onde voltámos ao ataque às postas mirandesas no Restaurante Gabriela. Jantar comido, com algum circo à mistura, e siga para o hotel.

Hoje de manhã, dia da prova, propriamente dita, depois de tomar o pequeno-almoço, fizemos-nos ao local de partida, mesmo junto ao hotel.

O percurso era muito rolante, sendo que nos últimos 10kms é que surgiam as dificuldades. Marcações fracas, mas estavam lá, que levaram muitos a perderem-se. Eu (hélio) perdi-me uma vez, mas apenas perdi uns dois minutos.
O pior no entanto estava para vir. Km22, a rolar bem, pedra aguçada, tentativa de me desviar dela, o que consegui para a primeira roda, sendo que a segunda bate em cheio na esquina da mesma rasgando o pneu. Prova terminada. Foi pena, que até estava a correr bem.

O Márcio, esse, encontrava-se nos dez primeiros, e assim continuou até ao final, assinalando um excelente 7º lugar da meia-maratona.

Em resumo, mesmo tendo destruído um pneu com menos de 100kms valeu bem a pena irmos até este cantinho de Portugal.

Nota MUITO negativa para a ausência de fair-play e camaradagem por parte de nuestros hermanos.
Seguia eu com um concorrente espanhol (e eram às carradas), tendo ele se enganado por duas vezes em menos de 10 minutos. Das duas vezes o avisei e esperei que ele recuperasse. Alguns minutos depois, quando seguia eu à frente, engano-me, reparo que já nem ouço a bicicleta do espanhol e também já não via fitas. Olho para trás e qual não é o meu espanto quando ele tinha seguido pelo caminho correcto sem me dar qualquer aviso de que eu não tinha visto as fitas.

Pior, foi quando ao rasgar o pneu, e depois de algumas dificuldades em controlar a bicicleta, o grupo que seguia logo atrás de mim, por sinal todos espanhóis, ao verem-me atrapalhado, nem perguntam se estou bem, se preciso de alguma coisa.... Nada!

Tirando o resto, como ausência de sinais de passagem, corte de trajectórias a torto e a direito, etc... Não gostei e espero que não sejam todos assim.

Podem ver o track, até ao ponto de desistência, assim como as fotos do fim-de-semana em www.facebook.com/mulasdacooperativa

Além disso ficam alguns links interessantes:





segunda-feira, abril 04, 2011

Maratona BTT de Mortágua 2011 [Rescaldo]

Ontem, mais uma vez, lá foram as Mulas rumo a Mortágua para um dia que prometia ser em grande.

Ao contrário do previsto, acabou por apenas estar presente uma mula, mas o suficiente para deixar a opinião desta (excelente) prova.

Para começar, o tempo estava fantástico. Encoberto, mas sem chuva. Assim, o terreno possibilitou existirem uma série de pisos em diferentes condições, desde o completamente seco até à lama tipo barro. Gostei.

Depois, em termos organizativos, praticamente nada a apontar. O secretariado funcionou de forma impecável e partida igualmente, assim como a chegada, banhos e refeição.

De realçar o cuidado colocado na escolha do percurso. Atendendo aos mais de 700 inscritos e partida conjunta, a organização teve o cuidado de colocar de início os trilhos menos técnicos e mais rolantes, até que, após o reabastecimento, surgiram os singletracks. Alguns mais técnicos do que outros, mas para todos os gostos. Resultado, nem um engarrafamento.
Neste aspecto, e apesar das várias opiniões em contrário, as partidas separadas, continuamos a achar, que não resolvem a questão dos engarrafamentos, quando existem. E neste caso, no caso de terem existido (o que não aconteceu, pelo menos que tenhamos visto), com partidas separadas teríamos, mesmo assim, mais do que gente suficiente nas duas distâncias para provocar filas imensas no caso de um percurso menos conseguido do ponto de visto estratégico.

Ainda em relação ao percurso apenas dois reparos. Estava mentalizado para 45 e acabei por fazer quase dez kms a mais. Depois, eu que terminei em 216º lugar, não tive reabastecimento de água para além do reforço. Será um ponto a rever, o qual seria mais grave se estivesse um dia como na sexta-feira passada onde o calor apertou.

No entanto, são dois pontos a corrigir facilmente e que não ensombram, nem de perto nem de longa, a fantástica prova que foi.

Em termos da minha prova. No início fiquei parvo com o andamento do pessoal. Haveria pessoal a rolar acima dos 50km/h.
Só ao final de 20 minutos de prova é que comecei a passar pessoal.
Pena é que, por culpa minha, me tenha esquecido de levar barritas ou gel e a fome tenha acabado por atacar a partir do km 40, e logo de uma forma como há muito não sentia. Em virtude disso a média caiu e nos últimos cinco kms devo ter perdido para cima de 40 lugares.

Mesmo assim, foi um balanço muito positivo, principalmente para alguém que esteve parado praticamente seis meses e só voltou ao activo há pouco mais de um mês.

Em resumo, fantástico e para o ano lá estaremos novamente.