sábado, novembro 26, 2011

[análise] Desengordurantes

Durante muito tempo andei à volta das prateleiras das lojas de desporto em geral, e de btt em particular, à procura do desengordurante perfeito para a minha bicicleta. Pedi opiniões, socorri-me da internet e a verdade é que, por muitos produtos que usasse, os resultados nunca eram os ideais. 

Todos, mas mesmo todos, os desengordurantes recomendados para btt não obtinham resultados satisfatórios, sendo que, na maior parte dos casos, o seu preço era elevado. Mesmo depois de passar com a escova, esfregar bem, a verdade é que aquele aspecto imaculado de corrente nova que os produtos prometiam, não surgia.

Na internet, em lojas estrangeiras, o preço destes produtos começam à volta dos 7,5€, mas facilmente atingem valores na casa dos 11€ e mais.

Cá, no burgo, e indo à SportZone por exemplo, os desengordurantes têm logo, à partida, preços a partir dos 8,49€, nomeadamente da Motorex. No entanto, os seus resultados são medíocres. Noutras lojas os preços começam também nessa ordem de preços.

No entanto, e em certo dia que a bicicleta se apresentava de forma especialmente badalhoca, não tendo qualquer desengordurante em casa e com necessidade de a limpar, deitei mão do que tinha à mão. E o que tinha à mão eram produtos de limpeza de fornos que a maria trem cá por casa, nomeadamente o limpa fornos Mistolin.

O resultado foi estrondoso. Em menos de cinco minutos e sem esfregar a corrente e cassete ficaram imaculadas. Então a cassete ficou como nova, assim como se tivesse saído da loja.

Parecia ter descoberto a pólvora e por apenas 2,39€ o meio litro...

Em conversa logo as vozes de sempre, em especial os donos e funcionários das lojas de btt, passaram a avisar: cuidado que isso dá cabo da bicicleta, rebenta com a pintura, a bicicleta fica roxa se for preta, etc..

Simplesmente continuei a aplicar o produto na corrente, cassete e desviadores... Ao longo de mais de um ano.

Hoje, utilizei pela primeira vez Forza (2,59€, 300ml), e mais uma vez, resultados excelentes, sendo que apenas devemos ter cuidado com as mãos na medida em que o produto seca por completo a pele.


Após este tempo todo posso dizer que a bicicleta não ficou roxa, nem a pintura rebentada. O que aconteceu, ao longo deste ano, foi que com menos de metade do dinheiro, consegui resultados incomparavelmente melhores, sendo que a mesma quantidade de produto dá para muitas mais utilizações.

Assim, recomendo vivamente este tipo de produtos. Pelo menos os que já utilizei. 


quinta-feira, novembro 03, 2011

Kenda Karma 1.95 UST [análise]

Comprei este pneu aquando da encomenda das minhas rodas XT em Agosto deste ano.

As únicas informações que tinha sobre o pneu eram díspares, indo desde o "adoro" até ao "detesto". Fiei-me nas impressões mais favoráveis.


O pneu foi montado na roda da frente, sendo que a rolar atrás tinha e tenho aquele que considero o melhor pneu para XC\maratonas que até hoje utilizei, o Maxxis Larsen TT.



Ao analisar este pneu tenho que distinguir entre quatro situações distintas: terreno seco e terreno molhado por um lado; e pressões altas vs pressões médias por outro.

Comecemos por estas últimas.
O facto de querermos pouca resistência a rolar leva a que coloquemos pressões mais altas nos pneus. Isto tende a acontecer principalmente no verão, altura em que os terrenos secos permitem fazer isso mesmo. No entanto, o aumento das pressões retira, naturalmente, a capacidade de aderência ao pneu, sendo que eistem pneus que toleram melhor essas circunstância, permitindo abusar mais (o Larsen TT é um bom exemplo), enquanto outros nem por isso. O Kenda Karma é, claramente, um dos pneus que não tolera muito bem as pressões altas, parecendo querer vingar-se a qualquer momento do homem que vai ao leme. Qualquer zona onde o terreno esteja mais solto é um quebra cabeças para mantermos a bicicleta na rota desejada.

A pressão ideial para andar com este pneu à frente é entre os 2.10 e 2.50, e nunca mais do que isto. Mesmo assim, não é garantido que ele não nos tente levar ao chão com pressões mais baixas, continuando a apresentar-se muito instável em terrenos mais soltos.

Mas, e então durante tempo molhado. 
Bem, aí a situação muda, claramente de figura. Embora ainda tenha poucos kms nestas condições, a verdade é que me parece um pneu bem mais equilibrado e tolerante quando os pisos estão mais pesados. As trajectórias são mais fáceis de manter, e a aderência em pedra e pisos escorregadios satisfaz.

Em relação à lama, e apesar de ter tacos relativamente próximos uns dos outros, parece livrar-se dela sem grandes problemas. Mesmo assim, para um pneu que é claramente melhor no inverno do que no verão, poderia ser melhor neste aspecto.


O preço... Comprei-o na ProbikeShop. Uma loja online francesa, com excelente atendimento e da qual falarei um dia destes com mais pormenor. Custou 29,90€, o que é um bom preço. Quem preferir comprar em Portugal, sem deixar o mesmo que paga por um pneu de automóvel, pode aproveitar uma baixa de preço que a Cyclopneu está a efectuar neste momento. Nesta loja online (sediada em Viseu) o preço baixou dos 47,52€ (PVP) para 30,38€. É de aproveitar.

Em resumo. É um pneu de outono\inverno, para terrenos graníticos, pesados (molhados e\ou húmidos) e com pouca lama, que apenas se torna seguro com pressões médias\baixas e que se encontra a um preço baixol para pneu tubeless.

Se o recomendaria? Digamos que não pretendo comprar outro, mas que o usarei até ao final, com possibilidades de o trocar para a roda de trás.

terça-feira, novembro 01, 2011

Rota das Vindimas e Rota da Castanha

Aproveitando o verão prolongado ou o verão de S. Martinho antecipado, é tempo de, além de ir à praia, participar em mais algumas provas pela zona centro-norte de Portugal, enquanto podemos chegar ao final com os pés secos.

Neste contexto, fomos até Folgosa do Douro, onde mais uma vez ficou a vontade de voltar no próximo ano. É de facto, dos passeios com paisagens mais bonitas que se pode encontrar. Também não era de esperar outra coisa, quando estamos em plena zona demarcada do Douro, património mundial da Unesco.







Já no último domingo foi altura de ir até Sernancelhe, à Rota da Castanha e do Castanheiro. Percurso muito engraçado, com fases em que mais parecia estarmos perante uma etapa do Dakar, tal era a paisagem desértica deixada pelo baixo nível das águas na barragem por que passámos.

À semelhança de Folgosa do Douro, também aqui ficou a vontade de voltar para o próximo ano.












sábado, outubro 22, 2011

Perdido pelo Paiva



Ficam as fotos do passeio de hoje... Foram pouco mais de trinta kms, mas foram compensadores. Só eu, a minha amante mais antiga e uma mochila.




Saída de Castro Daire, da Fonte dos Peixes e donde se tem uma bela vista sobre o Paiva. A saída escolhida é já um clássico. Passagem pela avenida do liceu, com passagem por Fareja e incursão por Folgosa!




Subida de Fareja para a estrada que liga Castro Daire a Vila Nova de Paiva. Um pequena zona onde é especialmente agradável andar no verão devido à sombra.

Entrada em Folgosa, com a ponte da A24 sobre o Paiva debaixo de vista.

O destino do passeio está sempre no horizonte.

Lá ao fundo, o ponto mais alto, é a Serra de S. Lourenço, onde passamos na travessia Castro Daire - Viseu.

Já à saída de Folgosa, começamos numa zona de singletrack e trilhos agrícolas.

Este aqui é fantástico e quem foi ao Rio Paiva BTT Raid teve oportunidade de o percorrer.

Ainda mais perto do Paiva, a vista é cada vez melhor.

Onde está o rio?

Percurso feito de sobe e desce, mas muito agradável. Subidinha para uma das zonas mais bonitas do percurso de hoje.

Aqui iniciam-se os Trilhos da Granja (dei-lhes o nome hoje). São kms de trilhos abertos, completamente cicláveis, onde há principalmente estradões, mas também singletracks.

Cá está uma vista da minha amante... Cada dia que passa mais bonita!

Os Trilhos da Granja... E o rio ao fundo.

O repórter...

E quando nada fazia prever...



Deparo-me com isto. Ainda nos Trilhos da Granja.

E como este há mais...





Continuamos nos Trilhos da Granja, e falta apenas mostrar a aldeia da Granja. Cá está ela.



Estrada renovada entre Granja e Mões. E é naquela direcção que queremos ir...

Sem palavras...

A zona a Este da estrada de ligação Granja - Mões, ainda na margem direita do Paiva, mostrou-se mais complicada do que parecia à partida, com muitos estradões sem saída. Este é só um exemplo. (ao fundo está a Quinta da Rabaçosa a qual aconselho vivamente)

Com um matagal destes não se admirem de haver incêndios incontroláveis!

Vista panorâmica sobre a zona dos Trilhos da Granja.

Margem direita do Paiva. Infelizmente o trilho está tapado umas centenas de metros mais à frente.

Que lindo....

Ainda o mesmo local.

E depois de voltar para trás, lá tive que me resignar à ideia de ter que fazer uns metros por estrada.

A razão por nesta altura fazer muita estrada está à vista... Agora já na margem esquerda do Paiva, a subir para Mões. Sempre que via um trilho saía da estrada e seguia-o, o problema é que depois deparava-me sempre com isto. Um lameiro e sem continuação do trilho.

Uma excepção, mas curta. Passados umas centenas de metros cheguei a casas, onde voltei à estrada.

Já à saída de Mões voltamos aos trilhos. Alguns abertos pelo incêndio do ano passado...

Outros não... Aqui um singletrack já a descer para a aldeia de Vila Franca, na margem esquerda do Paiva.

Descida para aldeia.

Chegada a Vila Franca. O monte em frente é já a margem direita do Paiva e basicamente é onde passa a estrada de acesso à praia fluvial de Folgosa.

E daqui se vê a aldeia de Folgosa, onde está sediada a equipa dos nossos amigos folgosenses! (Será assim que se diz e/ou escreve?)

Não se vê bem, mas ali, naquele pilar, está uma das setas amarelas do Caminho Interior Português de Santiago, marcado durante este verão por todos os municípios entre Viseu e Chaves (projecto que demorou cinco anos para sair do papel, talvez por causa do preço da tinta).

Ao longe, a praia fluvial...

Descida para o rio, com mais uma seta pintada no pilar.





Ao chegar ao rio vê-se uma mega levada...




Vista sobre o rio...


Ponto de passagem. Embora com pouca água, ainda deu para molhar os pés. Posso dizer que a água estava boa!

Paragem final. Terminal, para beber um fino e comer uma bifana...
Esta aventura ainda não terminou, e espero ainda esta semana continuar a exploração do alto paiva, no concelho de Castro Daire. É uma zona com um potencial enorme, com trilhos de todos os géneros e que enchem facilmente as medidas a qualquer um, independentemente dos seus gostos pessoais.

Não é por ser a minha terra, mas o concelho de Castro Daire terá das melhores condições para a prática de BTT a nível nacional. Infelizmente, nem quem está à frente do município se apercebe disso, nem sequer os praticantes desta modalidade, que teimam em caracterizar o nosso concelho como terra de trilhos duros, acumulados para malucos e onde a pedra abunda. Sim, é verdade em parte, mas Castro Daire tem também planalto, mais plano que o próprio alentejo. Tem singletracks de tirar a respiração de qualquer um, e não temos nós o pessoal de Tábua ou de Eiras a abrir singles, porque se tivéssemos... Aí meus amigos, seriamos o melhor local do país para fazer BTT, só nos faltando areia para termos o único cenário em falta: o deserto! (mas também se arranja alguma...)