Hoje é mais um dia que vai ficar na memória por muito tempo.
O desafio foi lançado pelo facebook, por amigos que vão para além dos computadores. A resposta foi brutal.
A Joana, dos Dão Nelas, tinha avançado para a organização de um passeio informal, onde não haveria dorsais, nem partidas ou chegadas, ou fitas a indicar o caminho. O objectivo era juntar pessoas que gostassem acima de tudo, de andar de bicicleta.
E assim foi. Foram dezenas a participar num dia de convívio como há muito não se via. Sem pressas.
Informal, mas com tudo a que temos direito. Desde o reforço, banhos e almoço, este último, fantástico. Há, e ainda houve prendas para todos.
Para a Joana e para todos os que ajudaram, fica o nosso obrigado por nos terem convidado.
Ficam algumas fotos e os links do costume...
Fotos no nosso facebook em www.facebook.com/mulasdacoopertiva
E todas as fotos no nosso Kanal no MEO (566664)
segunda-feira, maio 14, 2012
sábado, maio 05, 2012
Sports Tracker [análise]
É provável que boa parte dos nossos visitantes já tenham ouvido falar do Sports Tracker ou, pelo menos, deverão saber da existência de diverso software para monitorização de treinos através de smartphones.
O Sports Tracker, que nasceu a pensar nos Nokia (era, aliás, exclusivo para essa marca de telemóveis), é um excelente exemplo do potencial que se pode retirar dos actuais telefones. Se é verdade que não é um software tão completo como outras soluções que existem no mercado (a maioria delas paga), para aplicação em PC, a verdade é que os dados que o Sports Tracker permite monitorizar é mais do que suficiente para acompanharmos melhor os nossos exercícios e a nossa evolução, assim como a dos nossos amigos.
VANTAGENS
As vantagens deste software são mais do que muitas.
Comecemos pelos dados.
Ao iniciarmos o treino escolhemos o tipo de treino que vamos efectuar, e assim, o próprio display onde aparecem os dados adapta-se a esse mesmo tipo de desporto.
Depois existem uma série de funcionalidades interessantes como a marcação de voltas, o seguimento através de GPS, os mapas que são mostrados e que permitem que fiquemos a saber onde estamos, etc.
Em relação a BTT e ciclismo (é isso que nos interessa aqui) esta aplicação grava o percurso, faz as médias do costume, mostra-nos a frequência cardíaca e, no final, ainda nos diz quantas calorias é que gastámos.
Bastante interessante é o facto de, no próprio telemóvel, e através de sincronização, termos acesso a todos os nossos exercícios gravados.
Frequência cardíaca
Como já disse atrás, o Sports Tracker permite monitorizar a nossa frequência cardíaca. Para isso precisamos de uma cinta própria, à venda no próprio site do Sports Tracker. A cinta é da Polar (qualidade garantida) e transmite os dados por bluetooth e aqui surge a primeira limitação deste software. Sendo a transmissão dos dados efectuada por bluetooth isso significa que os Iphone não podem utilizar esta funcionalidade, isto porque estes telefones não permitem o emparelhamento de qualquer acessório...
Utilizei esta cinta da Polar desde Junho do ano passado, em dois telemóveis diferentes, com dois sistemas operativos diferentes: um Nokia E5 e, agora, um Sony Ericsson Live Walkman.
Nos dois casos existiam falhas de sinal, mas este acessório era incomparavelmente mais fiável com o Nokia. Por exemplo, enquanto com o Nokia podia colocar o telemóvel no bolso de trás da camisola, sem que a perda de sinal fosse mais do que 1 em 10, com o Sony se colocasse o telemóvel no mesmo local era garantido que perderia o sinal, mais tarde ou mais cedo.
Por isso mesmo, independentemente do telemóvel, aconselho a utilizar o aparelho no braço ou no guiador, de forma a não perdermos o sinal. Esta é, aliás, a recomendação da própria Polar.
Ainda em relação ao Polar, e não menos importante, é o seu preço. Ele custa 69,90€, e se pensas que consegues comprar, novo, mais barato, podes tirar essa ideia. Abaixo deste preço, só em segunda mão.
No telemóvel
A aplicação apresenta diferenças entre marcas de telemóveis. Aliás, apresenta diferenças entre modelos diferentes da mesma marca.
As diferenças são poucas, mas bem perceptíveis.
Por exemplo, a versão Android é, na minha opinião, mais completa do que qualquer das versões Symbian, não deixando de ter algumas desvantagens. Por exemplo, se temos acesso a todos os nossos exercícios (mesmo os que não fizemos com aquele telemóvel) em sistema Android, para visualizar os gráficos de altimetria, velocidade e frequência cardíaca os Nokias são melhores porque permitem rodar o ecran, invertendo os eixos, e assim permitindo ter melhor percepção do percurso.
No PC
Um dos grandes trunfos do Sports Tracker é que permite fazer o upload dos nossos exercícios gravados para a net, isto é, na página da Sports Tracker temos a nossa própria página onde temos acesso a todos os nossos dados, assim como aos exercícios realizados pelos nossos amigos e não só.
Aliás, se não aproveitarmos esta vertente do software perdemos boa parte da "diversão". É que é no computador que iremos tirar partido de todas as potencialidades do software, nomeadamente de análise dos treinos, para além de que a página está em constante desenvolvimento. Por exemplo, se antes para vermos o acumulado das nossas voltinhas tínhamos que exportar o track para outro programa (sim, o Sports Tracker permite exportar e importar através dos formatos mais comuns), recentemente, há alguns meses atrás, foi acrescentada esta funcionalidade ao site.
Outra das funcionalidades interessantes do Sports Tracker, se calhar a mais interessante no que diz respeito a análise de treinos, é a comparação de treinos por percurso. Isto é, ao seleccionarmos um exercício teremos duas hipóteses: ou comparamos o exercício com todos os outros (daquela modalidade ou de todas), ou temos a hipótese de comparar apenas os exercícios realizados naquele percurso.
Por outras palavras, de pouco vale comparar o incomparável. Por isso o software dá-nos a possibilidade de comprar os exercícios realizados no mesmo percurso, seleccionando-os automaticamente.
O Sports Tracker acaba por funcionar também como uma rede social, embora tal fique à nossa escolha. Tanto podemos guardar os nossos treinos como se fosse o nosso maior segredo, como podemos ter amigos no Sports Tracker e compartilhar com eles os treinos. Aliás, podemos partilhar os exercícios no Facebook e Tweeter.
As fotos e as músicas
Espectacular a relação do Sports Tracker com a máquina fotográfica do telemóvel e do leitor de música.
Em relação às fotos, se estivermos a realizar um exercício e tirarmos uma foto, a aplicação vai geo-referenciar as fotos e colocá-las no ponto do percurso onde as tirámos. Fantástico.
E faz o mesmo em relação às músicas, isto é, quando inicia uma música ele diz em que exacto local do percurso ela iniciou.
Falhas
A maior falha do Sports Tracker é também a sua grande vantagem: funciona num telemóvel. E sendo assim, está sujeito a todas as contingências próprias de um telemóvel, em especial, a "crashar" e a fazer "reset". Porquê? Ao longo de mais de um ano de utilização do Sports Tracker dei conta que a estabilidade do mesmo depende da estabilidade do telemóvel, pelo que, se o telemóvel tiver muita "tralha" será pior. Neste aspecto é como tudo, e estou convencido que não depende do software em si.
As falhas de sinal de GPS também ocorrem, mas muito raramente. Aliás, é impressionante como é estável a este nível. Em mais de um ano, sou capaz de ter perdido sinal de GPS (e com isso todo o exercício), por umas três vezes.
Balanço Final
Pondo as coisas claras e friamente em cima da mesa.
Trata-se de uma aplicação grátis que, mesmo se não quisermos comprar o Polar, tem como equivalentes aparelhos que custam para cima de 150 euros.
Aliás, para fazer frente a esta aplicação a todos os níveis, teremos, no mínimo, de largar mais de 300 euros para comprar algo como o Garmin Edge 800. Sim, porque o Edge 500 é muito bom (eu comprei um, por isso sei do que falo), mas não tem mapas.
Como principal defeito tem o facto de correr num telemóvel e, como tal, estar sujeito à instabilidade do sistema sobre qual corre a aplicação, assim como a perda de sinal do Polar com alguns telemóveis.
De qualquer das formas, para quem não quer gastar muito dinheiro, aconselho o uso do Sports Tracker (eu continuo a usar, principalmente por causa da georeferenciação das fotos, e apesar de ter o Edge 500), de preferência, e de forma a aproveitar da melhor forma a aplicação, com o Polar Bluetooth.
sábado, março 31, 2012
O nosso cantinho ardeu...
Para quem acompanha as aventuras e desventuras das Mulas, assim como demais equipas de BTT aqui do Burgo (Castro Daire) sabe do que vamos falar a seguir.
Já todos saberão que o concelho de Castro Daire foi atingido em cheio pelos incêndios florestais que, quase, se transformaram em urbanos. Pois bem, este ano atingiu em especial as nossas zonas preferidas para andar de bicicleta, seja BTT ou em estrada.
Depois de Nelas no ano passado, onde o Dão Nelas também viu os seus trilhos tornarem-se cinzentos e negros, este ano foi, infelizmente a nossa vez.
Ficam algumas imagens, cuja localização específica não identificarão, mas quem já cá veio (à nossa prova ou à de Folgosa ou mesmo à prova do Up and Down 2011) reconhecerá após a descrição.
O incêndio começou na Granja no dia 28, tendo-se reacendido no dia 29. Foi na Granja que decorreu a primeira prova do Up and Down em Castro Daire. Daí avançou para Folgosa e, devido a projecções (ou outra coisa esquisita) nasceram outras frentes isoladas, também no vale do Paiva, junto a Mosteiro/Ponte Pedrinha (onde começava a subida final em calçada no Up and Down 2011), e junto a Ribolhos. É isso mesmo que se vê na foto em baixo.
Na manhã do dia 29 além da neblina provocada ainda pelo fumo, a mancha cinzenta ocupava praticamente toda a vista desde Castro Daire em direcção a Sul...
Esta foto mostra a zona inicial, de singletrack, da prova de Folgosa do ano passado. Naquela mancha de pinheiros ficavam alguns dos mais espectaculares singles desta zona e que podem ver em artigos recentes (nomeadamente de voltinhas do Hélio e da Guidinha). Está tudo queimado.
Não dá para perceber muito bem, mas esta foto foi tirada junto da tradicional travessia do Rio Paiva no final da prova de Folgosa. O pinhal que se vê, completamente queimado, é a margem esquerda do rio, que a prova percorria antes de atravessar o rio.
Foto tirada da margem esquerda do rio, sobre a ponte da A24 sobre o Paiva. Ainda há bem pouco tempo deixei aqui algumas fotos (bem diferentes destas) daquela zona.
Foto tirada de Vila Franca (última aldeia antes da travessia do paiva de que falei à pouco). Ao fundo vê-se a A24 e do lado esquerdo o Alto da Vitoreira (lá se passou na prova das mulas e no Up and Down do ano passado). Toda esta extensão está queimada.
Foto, como muitas outras aqui no nosso blog, tirada do Alto da Vitoreira. Toda a montanha ficou assim.
Só para terem uma ideia da aflição que muitos de nós passámos, dois exemplos de como o fogo chegou perto de casas e outras infra-estruturas, neste caso, um aviário.
Vista panorâmica desde o Alto da Vitoreira.
A prova do Up and Down em castro Daire no ano passado passou por estes trilhos.
Já a prova das mulas passou por aqui. Escolhemos este local na altura por causa da sombra...
Hoje ao dar uma volta de bicicleta dei-me conta de que nos próximos tempos o cinzento será minha companhia sempre que sair de bicicleta para os meus trilhos preferidos.
Agora há que meter mãos à obra. Por parte daqueles que andam de bicicleta será importante limpar caminhos, ou melhor, não permitir que eles tornem a fechar-se, dificultando o combate aos incêndios.
Nota final... Em três horas, ardeu mais do que ardeu noutros anos, nos mesmos locais, ao longo de um dia inteiro.
sábado, março 10, 2012
6H Resistência de Nelas
As Mulas, pela primeira vez, juntaram-se com elementos de outra equipa (Mato ou Morro BTT) para participar nas 6 horas de resistência BTT de Nelas em pares.
E em boa hora o fizemos, diga-se de passagem.
Foi um dia muito bem passado, na companhia de muitas caras conhecidas, em que para além de muitos kms pedalados, importou o convívio.
Em relação à organização, pouco ou nada a apontar.
O percurso foi espectacular e com um pouco de tudo. Descidas, singles, zonas rolantes, algumas subidas, e um trilho de 150 metros junto a um muro que foi um martírio para quem ia de semi-rígida, tantos eram os buracos.
Único ponto negativo, mas cuja culpa não recai sobre a organização. Os senhores dos chips, que nós já encontrámos em Mortágua, continuam a ter muitos problemas técnicos. Para começar não há maneira de terem as classificações em tempo real. Eles até lá colocam uma televisão para isso, mas ela nunca funciona. E depois, para fechar em beleza, hoje enganaram-se nas classificações das equipas femininas pares. Já estavam as primeiras classificadas (equipa da Juliana e outra rapariga), que não o eram, em cima do podium no primeiro lugar, quando lhes dizem que têm que descer um lugar (para segundo), as segunda para terceiro e as terceiras para... Bem, para junto do jantar! Posso-me enganar, mas estes senhores cobram pelos seus serviços e como tal não deveriam actuar como amadores!
Bem, ficam algumas fotos... As restantes que tirámos ficarão disponíveis no nosso facebook e no nosso Kanal Meo (566664) amanhã!
sábado, fevereiro 18, 2012
Canal Mulas no MEO. 566664
As Mulas estão sempre um passo à frente... Já temos um canal no MEO! Para clientes MEO basta carregarem no botão verde do comando MEO e digitar 566664. A seguir é só desfrutar. O canal está em constante alteração com a adição de novos conteúdos.
domingo, janeiro 29, 2012
Voltinha de Domingo pelo Montemuro
Hoje eram oito e meia quando quatro bravos se reuniram em Castro Daire para conquistar a parte oriental do Montemuro...
Muito frio, muito tempo a subir e pouco a descer e umas minis pelo caminho... Eis algumas fotos...
Muito frio, muito tempo a subir e pouco a descer e umas minis pelo caminho... Eis algumas fotos...
Para mais fotos e detalhes sobre o track, ir a:
www.facebook.com/mulasdacooperativa
sábado, janeiro 28, 2012
No passado domingo foi dia de passeio caseiro, com direito a madrugar cedo para subir muito.
O objectivo era sair de Castro Daire rumo ao S. Macário (tem sido um destino frequente). Assim, por volta das oito da matina, estavam reunidas duas mulas e três folgosas com o a recepção de ZERO graus, dada pelo S. Pedro, e que teimava em não ajudar muito à vontade de pedalar.
Começámos com a primeira subida à Serra do Cimal, que fica entre Ribolhos (e o Alto da Vitoreira e o S. Macário). Embora não seja tão alta, a subidinha com que fomos brindados deverá ter sido a mais dura do dia, com uma inclinação e extensão assinaláveis.
Como tudo o que sobe, acaba, eventualmente, por descer, seguiu-se uns belos trilhos até à zona da aldeia de Solgos. Daí para a frente seria a subida final até lá ao alto, acima dos mil metros.
A meio da subida, com o monte do S. Macário como cenário de fundo, parámos para comer uma buchita e admirar uma das razões porque o nosso país está como está. Olhem bem para este parque infantil, montado no meio do nada, sem acessos para automóvel e completamente abandonado. Quanto é que se terá gasto aqui?
Bem, sigamos que a subida ainda só vai a meio.
A subida final, apesar de dura, já é nossa conhecida, e não chega aos calcanhares da subida com o mesmo destino mas por estrada. É longa, relativamente inclinada, mas faz-se bem, ao alcance de qualquer um. Já a subida de estrada, até de bicicleta de BTT mete medo, quando mais com a de estrada...
Tanto mais não seja, a subida vale sempre a pena pela paisagem...
Não se deixem enganar. Para quem for ao S. Macário desde Castro Daire ou Ribolhos, a pior parte não é propriamente subir ao S. Macário, mas sim o regresso, o qual conta com algumas subidas assinaláveis, nomeadamente à Serra do Cimal, para quem for para Ribolhos.
No total, foram cerca de 50 kms, os quais não foram gravados em track por o telemóvel ter crashado... Fica para a próxima.
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