sábado, março 23, 2013

Absa Cape Epic no Kanal das Mulas

Estamos a disponibilizar no nosso Kanal do MEO (o número está ao lado) os resumos alargados do Absa Cape Epic. Ao longo do fim-de-semana vamos ter disponíveis os resumos alargados da organização, assim como os da Specialized e da GoPro!

Divirtam-se!

segunda-feira, março 11, 2013

Up and Down'13 - Loriga [Rescaldo]

À primeira todos caem, à segunda só cai quem quer, à terceira...

Ao avistar a Loriga é fácil de prever que uma prova será sempre dura ou muito dura. O relevo assim o impõe.
Será possível fazer algo mais acessível do que a prova de 2012? É. Mas infelizmente o S. Pedro não quis assim, e decidiu transformar os trilhos num mar de lama.

Ao contrário do que alguns optimistas achavam os trilhos de Loriga estavam cheios de lama, ao ponto de serem dezenas aqueles que tiveram problemas mecânicos (que o diga o Justo que ganhou um drop-out, desviador e corrente nova). Assim, com o terreno pesado, o acumulado "menos acidentado" 200m, acabou por não se fazer sentir. Bem pelo contrário, acho que a prova acabou por ser ainda mais dura que a de Julho.
 
 
 
Em relação aos trilhos não há nada a apontar.
A organização teve o cuidado de escolher bastantes singletracks (muitos deles tornaram-se não cicláveis devido à chuva) e, mais uma vez, algumas das melhores paisagens que o Up and Down irá oferecer ao longo do campeonato. Exemplo disso foi o Poço da Broca que estava ainda mais bonito do que em Julho, tal a quatidade de água que corria naquelas cascatas.
 
Marcações bem feitas, sem possibilidade de enganos e com o cuidado de todas as descidas perigosas estarem muito bem assinaladas. Pessoal de apoio q.b., e ainda limpezas dos caminhos realizadas de forma impecável.
 
Partida e chegada a funcionar correctamente, sem problemas.
 
Pode ser preciosismo da minha parte, e posso até estar a ser injusto, mas apenas vi fruta no abastecimento. A laranja pode funcionar muito bem no verão, mas eu não dispenso algo sólido no inverno. Creio que seria algo que poderia ser melhorado.
 
De resto, serviços mínimos. Nenhuma entidade aproveitou para promover fosse o que fosse (não vi câmara municipais, nem juntas de freguesia, nem muito menos entidades ligadas ao turismo). Perdesse assim uma excelente oportunidade para ajudar a dinamizar aquele local.
 
 
Agora, incontornável volta a ser o tema "banhos", e sobre os quais a organização do Up and Down formulou um pedido de desculpas. Eu NUNCA tomei banho em água tão fria. E sobre isto não vale a pena dizer mais nada.
 
Foi um belo empeno para guardar na memória!
 
 

sábado, março 09, 2013

Set pneus Maxxis Larsen TT + Ignitor [Análise]

Já aqui foi analisado há uns tempos valentes aquele que é para mim o melhor pneu de BTT que me passou até hoje pelas mãos (leia-se, rodas).
O Larsen é polivalente a todos os níveis, não só na capacidade de rolar e tracção, como também na segurança que confere quando montado à frente. Está disponível também em diversos tamanhos e compostos, os quais, claro, reflectem-se no peso final do pneu, o qual pode ir de uns fantásticos quatrocentos e poucos gramas (versão kevlar, 1.9), a uns valentes, mas não exagerados, setecentos e alguns gramas.
A versão Kevlar, já se sabe, não é das melhores para converter em tubeless, na medida em que é muito vulnerável a rasgos nas paredes laterais do pneu. Já a versão UST é, praticamente, à prova de todo e qualquer mau trato.



O único problema conhecido, na minha opinião, do Larsen é a exagerada diferença entre o 1.9 e o 2.0.
Se o 1.9 perde um pouco em tracção, embora sem nunca comprometer, e pede por vezes uma pressão mais baixa que vai fazer com que a roda fique mais vulnerável a pancadas, já o 2.0 é exageradamente largo. Aliás, é mais largo que o Ignitor 2.1, isto para se ter apenas uma pequena ideia do tamanho.
Assim, e se neste momento tenho um Larsen TT 2.0 montado atrás (o que confere conforto fora de série), é provável que em breve regresse ao 1.9, na medida em que a resistência ao rolamento do 2.0 é bastante superior (para fazer a comparação basta fazer uma descida em alcatrão junto de colegas).

Se atrás a escolha já está tomada há bastante tempo, o meu dilema encontrava-se na escolha de um pneu para a frente. Já por lá andaram vários, desde Schwalbe a Continental, passando pelo Kenda Navegal (o segundo melhor até ao momento) ao muito mau (mau mesmo) Kenda Karma.

Tirando o Kenda Navegal nunca nenhum pneu à frente me conferiu segurança, no entanto o Navegal é pouco rolante, pelo que era necessário encontrar outro que não me fizesse perder confiança nas descidas como aconteceu, especialmente, com o Karma.

Depois de alguma análise e por força também do acaso, eis que me aparece um Ignitor 2.1 UST como novo e não pensei duas vezes.



Este pneu tem uma borracha dura e peso elevado (mas não exagerado), mas em contrapartida permite todos os tipos de abusos sem nunca deixar mal quem em cima da bicicleta.
É simplesmente fantástico voltar a usar um pneu que, quando abusamos, permite com toda a facilidade voltar ao rumo certo.
Além disso é, também ele, bastante resistente a furos.

Em resumo, estou convencido que estou perante o melhor set que usei até hoje na minha bicicleta, conferindo tudo o que se requer de um conjunto de pneus.
Claro que poderia perder ali uns 300 a 500 gramas de peso, mas em contrapartida andaria constantemente com medo dos futos.

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

3º BTT Carvalhal Redondo "Trilhos de Póvoa Dão"

Foi no passado Domingo que a coisa aconteceu. O São Pedro esteve do nosso lado e bafejou-nos com uma manhã fria mas solarenga. Gracias S. Pedro e vê lá se mandas o frio embora para a malta ir pedalar com mais vontade e frequência.

Foi a primeira vez que participei nesta maratona e gostei bastante no geral: estradões em terra batida, single tracks, zonas técnicas, e cheirinhos de macadame betuminoso vulgo alcatrão.

A malta divertiu-se o almoço estava muito bom e os duches até foram quentes, que maravilha. 

Como tudo não é um mar de rosas tenho só duas situações a apontar no sentido de promoverem as devidas mudanças numa próxima edição: quando cheguei tive que ir para a fila maior do secretariado, fila essa que era para a malta que já tinha a inscrição paga na net e regularizada e onde também estava a malta que não estava inscrita nem tinha pago (havia outra onde a malta já se tinha inscrito anteriormente e só faltava pagar). Ora tendo tido o cuidado de já ir para lá descansado da vida com inscrição paga e número de dorsal atribuído, umas borras de celeridade eram bem vindas.
A sinalização do percurso de 0 a 10 leva 8,5 estava bem sinalizado. 

Parabéns à organização e para o ano lá estaremos... Seguem-se as fotos da praxe...


































Grande abraço 
Inté




segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Análise Focus Raven 3.0 2012



Depois de um interregno de vários anos e a pedido de muitas famílias... voltei de lá, ainda agora lá estava e agora já estou cá...

Alguns meses e km de uso depois e dando continuidade a alguns posts de análises e testes a que o nosso caríssimo colega Hélio Reis nos tem habituado, venho tecer algumas considerações acerca da burra que tenho à cerca de 5 meses… 



Especificações Técnicas

Quadro – FOCUS Raven XC Full Carbon MTB
Suspensão – Rock Shox Sid XX W.C.R RL 100 mm 15 mm thruaxle
Rodas – DT Swiss X-1600, Disc
Pneus – Continental Race King Sport foldable 2.2
Desviador frente – SRAM XX
Desviador trás – SRAM XX
Movimento pedaleiro – SRAM X0 40-28T 2x10
Manípulos mudanças – SRAM X0 Trigger 2x10
Travões – Avid Elixir 7 Carbon
Discos – Avid HS1 180-160 mm
Avanço – FSA SLK
Guiador – FSA SLK 31.8 mm
Espigão selim – FSA SLK carbon 31.6 350mm
Selim – Prologo Nago Evo TR Pro 2.0
Cassete – Sram PG 1050 11-32T 10v
Corrente – Sram PG 1051, 114 links
Pedais – Exustar PM 215

ANÁLISE

Quadro – Construído em fibra de carbono, transmite confiança e é senhor de uma rigidez invejável… A sua estrutura é exímia na absorção de impactos quando rolamos sobre uma superfície menos regular. Como acontece com todos os quadros elaborados em compósito de carbono, a caixa do pedaleiro é construída de forma volumosa não só para garantir o alinhamento do quadro durante as acelerações mais pesadas mas também para alojar os sobredimensionados rolamentos do sistema BB30. As escoras inferiores têm um desenho rectangular para uma melhor transferência da potência à roda traseira. Para mim é bem bonito mas a cor é discutível. Esta 3.0 apenas existia em verde.


Geometria para o tamanho M:

  • HTA - Ângulo de direcção:71°
  • STA - Ângulo de selim: 73°
  • ETT - Tubo superior efectivo : 595 mm
  • ST - Tubo selim: 480 mm
  • HT - Tubo direcção: 130 mm
  • CS - Escora inferior: 425 mm
  • SO - Standover: 800 mm
  • BB - Altura da caixa do pedaleiro: 295 mm
  • WB - Distância entre-eixos: 1169.7 mm




Suspensão – A suspensão é um regalo para o rider e para os sentidos, absorvendo com rigor e precisão as irregularidades do terreno, proporcionando confiança e transmitindo segurança, levando-nos a empurrar constantemente os limites para lá do “aceitável”. O bloqueio é hidráulico e o tubo de direcção cónico “tapered, 1/8 em cima e 1/5 em baixo”, que em conjunto com o desenho do triângulo dianteiro onde o domínio de grandes volumes e diâmetros, conferem grande rigidez vertical e lateral ao quadro. Não chega a pesar 1400 g (sem o bloqueio) o que nos permite manobrar a bicicleta com um grande à vontade, ligeireza, leveza e agilidade. Tem milhentas possibilidades de afinação e por incrível que pareça uma pequena alteração afecta mesmo o comportamento geral da suspensão. São precisos alguns kms e afinações até que se chegue à postura que nós queiramos que ela tenha.



Transmissão – A SRAM tratou, na íntegra, desta questão com honra e distinção e personalizou os componentes com um toque esverdeado. A passagem das mudanças faz-se com muita fluidez, suavidade e facilidade para o qual contribui o sistema “Power glide”, permitindo um andamento bastante regular e sem grandes percalços. Não tenho muito a apontar em relação à transmissão SHIMANO que tinha anteriormente apenas havia “como é natural” uma desafinação de vez em quando e que era facilmente corrigida. O rácio da transmissão que tem de origem é um pouco violenta de mais para as minhas pernitas onde a “avózinha” conta SÓ com 28 dentes à frente e SÓ 32 atrás (esta questão está a ser tratada com a mudança da cassete por uma SRAM PG 1070 11-36T e se não for suficiente terei que trocar o prato pequeno da frente para um 26 com a configuração 39-26T proposta pela Truvativ ou 40-26T dos franceses T.A. Spécialités, mas julgo que a troca da cassete será suficiente.




RodasAs DT SWISS X1600 são a meu ver rodas equilibradas que oferecem uma boa rigidez e torção lateral quando são postas à prova em passagens rápidas, curvas apertadas e nas acelerações mais violentas… O eixo frontal QR15 trás um pequeno acréscimo de peso que é perfeitamente compensado por uma rigidez extra do eixo (trem) dianteiro. 1600 g parece-me um peso com um bom compromisso com a fiabilidade, a meu ver 1500 g será o limiar a partir do qual já teremos que ter em conta o peso do rider para não comprometer a segurança e a construção das rodas. É claro que não me importava de reduzir algum peso na massa rotativa e montar umas DT SWISS XRC 1250 com rolamentos cerâmicos e a utilização do carbono na construção do aro (vou considerar isso caso me saia o euro milhões duas vezes na mesma semana). Montados nestas rodas vieram uns pneus Continental modelo Race King na medida 2.2. Estes fazem parte do conceito de pneu de XC competitivo avançado nos últimos anos pelos maiores fabricantes germânicos de pneus, pondo de lado o ideal clássico do pneu ultra fino e excessivamente ligeiro, introduzindo em seu lugar pneumáticos de elevado volume com tacos baixos mas numerosos. Muito controláveis e conferindo um conforto inesperado numa hardtail de índole competitiva, isto em terreno seco e rápido porque quando começou a chover e os terrenos a ficarem enlameados e pesados este pneu não se revelou uma boa escolha para o trem dianteiro. Para o substituir montei um Maxxis IGNITOR 2.10 bem mais pesado e menos confortável mas que cumpre muito bem a sua função parecendo nunca alcançarmos o limite do pneu. Recomendo vivamente. Num futuro próximo está prevista a conversão para tubeless e assim facilmente tirar mais de 300 g de peso.






Travões – Os AVID ELIXIR 7 têm uma montagem “postmount” do disco traseiro, permitindo um melhor suporte da pinça para reagir às forças geradas durante a travagem e uma melhor protecção da pinça a tudo o que for agressão exterior (paus, pedras, etc). O disco dianteiro de 180 mm parece-me algo exagerado e desproporcionado no tamanho e peso (pelo menos para mim que peso menos de 70 kg), pelo que está em andamento a troca por um ASHIMA Air Rotor de 160 mm. Poderei depois postar o feedback da coisa… Os Elixir cumprem perfeitamente a sua função sendo potentes, progressivos e permitem muito facilmente dosear a progressividade da travagem. Nunca senti fadiga no conjunto mesmo depois de algum tempo a descer e a serem castigados com poeira ou cobertos de lama.






Selim – O selim da Prologo foi uma muito agradável surpresa. Apesar de a início não gostar muito do desenho, agora tornei-me fã incondicional da marca e não quero experimentar outra (o SLR da Selle Itália sempre esteve debaixo de olho mas deixou de estar). É muito confortável mesmo depois de mais de 3 horas sentado nele. Apesar de não ter um desenho específico anti prostático (com o típico “rasgo” a meio do selim), o seu desenho faz com que sentados nele a parte que mais apoio tem são os ossos isquiáticos (do rabo), deixando assim a próstata ligeiramente levantada em relação à linha do selim, não havendo contacto, logo não havendo agressão.




No geral

É um privilégio ter esta máquina. E isto acontece porque a compra foi feita no país vizinho a preço de saldo, aqui no nosso belo país à beira mar plantado com a carga fiscal pesadíssima que temos e afins seria impossível comprá-la. 
Para mim é uma bicicleta de sonho com um desempenho formidável em todas as situações. Ainda equacionei comprar uma suspensão total “FSL” porque queria um pouco mais de conforto mas depois de poucos km apercebi-me de que uma construção hardtail em carbono consegue transmitir muito conforto absorvendo e dissipando muita pancada e irregularidades. Apesar da sua geometria vocacionada para a competição tanto está preparada para as pistas de XCO como para uma volta domingueira descontraída e sem compromisso.







Aceitam-se sugestões, dicas, comentários e correcções… :)

Força aí e toca a polir esses cranks

Grande abraço

Marco Lopes