Já aqui foi analisado há uns tempos valentes aquele que é para mim o melhor pneu de BTT que me passou até hoje pelas mãos (leia-se, rodas).
O Larsen é polivalente a todos os níveis, não só na capacidade de rolar e tracção, como também na segurança que confere quando montado à frente. Está disponível também em diversos tamanhos e compostos, os quais, claro, reflectem-se no peso final do pneu, o qual pode ir de uns fantásticos quatrocentos e poucos gramas (versão kevlar, 1.9), a uns valentes, mas não exagerados, setecentos e alguns gramas.
A versão Kevlar, já se sabe, não é das melhores para converter em tubeless, na medida em que é muito vulnerável a rasgos nas paredes laterais do pneu. Já a versão UST é, praticamente, à prova de todo e qualquer mau trato.
O único problema conhecido, na minha opinião, do Larsen é a exagerada diferença entre o 1.9 e o 2.0.
Se o 1.9 perde um pouco em tracção, embora sem nunca comprometer, e pede por vezes uma pressão mais baixa que vai fazer com que a roda fique mais vulnerável a pancadas, já o 2.0 é exageradamente largo. Aliás, é mais largo que o Ignitor 2.1, isto para se ter apenas uma pequena ideia do tamanho.
Assim, e se neste momento tenho um Larsen TT 2.0 montado atrás (o que confere conforto fora de série), é provável que em breve regresse ao 1.9, na medida em que a resistência ao rolamento do 2.0 é bastante superior (para fazer a comparação basta fazer uma descida em alcatrão junto de colegas).
Se atrás a escolha já está tomada há bastante tempo, o meu dilema encontrava-se na escolha de um pneu para a frente. Já por lá andaram vários, desde Schwalbe a Continental, passando pelo Kenda Navegal (o segundo melhor até ao momento) ao muito mau (mau mesmo) Kenda Karma.
Tirando o Kenda Navegal nunca nenhum pneu à frente me conferiu segurança, no entanto o Navegal é pouco rolante, pelo que era necessário encontrar outro que não me fizesse perder confiança nas descidas como aconteceu, especialmente, com o Karma.
Depois de alguma análise e por força também do acaso, eis que me aparece um Ignitor 2.1 UST como novo e não pensei duas vezes.
Este pneu tem uma borracha dura e peso elevado (mas não exagerado), mas em contrapartida permite todos os tipos de abusos sem nunca deixar mal quem em cima da bicicleta.
É simplesmente fantástico voltar a usar um pneu que, quando abusamos, permite com toda a facilidade voltar ao rumo certo.
Além disso é, também ele, bastante resistente a furos.
Em resumo, estou convencido que estou perante o melhor set que usei até hoje na minha bicicleta, conferindo tudo o que se requer de um conjunto de pneus.
Claro que poderia perder ali uns 300 a 500 gramas de peso, mas em contrapartida andaria constantemente com medo dos futos.