segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Análise Focus Raven 3.0 2012



Depois de um interregno de vários anos e a pedido de muitas famílias... voltei de lá, ainda agora lá estava e agora já estou cá...

Alguns meses e km de uso depois e dando continuidade a alguns posts de análises e testes a que o nosso caríssimo colega Hélio Reis nos tem habituado, venho tecer algumas considerações acerca da burra que tenho à cerca de 5 meses… 



Especificações Técnicas

Quadro – FOCUS Raven XC Full Carbon MTB
Suspensão – Rock Shox Sid XX W.C.R RL 100 mm 15 mm thruaxle
Rodas – DT Swiss X-1600, Disc
Pneus – Continental Race King Sport foldable 2.2
Desviador frente – SRAM XX
Desviador trás – SRAM XX
Movimento pedaleiro – SRAM X0 40-28T 2x10
Manípulos mudanças – SRAM X0 Trigger 2x10
Travões – Avid Elixir 7 Carbon
Discos – Avid HS1 180-160 mm
Avanço – FSA SLK
Guiador – FSA SLK 31.8 mm
Espigão selim – FSA SLK carbon 31.6 350mm
Selim – Prologo Nago Evo TR Pro 2.0
Cassete – Sram PG 1050 11-32T 10v
Corrente – Sram PG 1051, 114 links
Pedais – Exustar PM 215

ANÁLISE

Quadro – Construído em fibra de carbono, transmite confiança e é senhor de uma rigidez invejável… A sua estrutura é exímia na absorção de impactos quando rolamos sobre uma superfície menos regular. Como acontece com todos os quadros elaborados em compósito de carbono, a caixa do pedaleiro é construída de forma volumosa não só para garantir o alinhamento do quadro durante as acelerações mais pesadas mas também para alojar os sobredimensionados rolamentos do sistema BB30. As escoras inferiores têm um desenho rectangular para uma melhor transferência da potência à roda traseira. Para mim é bem bonito mas a cor é discutível. Esta 3.0 apenas existia em verde.


Geometria para o tamanho M:

  • HTA - Ângulo de direcção:71°
  • STA - Ângulo de selim: 73°
  • ETT - Tubo superior efectivo : 595 mm
  • ST - Tubo selim: 480 mm
  • HT - Tubo direcção: 130 mm
  • CS - Escora inferior: 425 mm
  • SO - Standover: 800 mm
  • BB - Altura da caixa do pedaleiro: 295 mm
  • WB - Distância entre-eixos: 1169.7 mm




Suspensão – A suspensão é um regalo para o rider e para os sentidos, absorvendo com rigor e precisão as irregularidades do terreno, proporcionando confiança e transmitindo segurança, levando-nos a empurrar constantemente os limites para lá do “aceitável”. O bloqueio é hidráulico e o tubo de direcção cónico “tapered, 1/8 em cima e 1/5 em baixo”, que em conjunto com o desenho do triângulo dianteiro onde o domínio de grandes volumes e diâmetros, conferem grande rigidez vertical e lateral ao quadro. Não chega a pesar 1400 g (sem o bloqueio) o que nos permite manobrar a bicicleta com um grande à vontade, ligeireza, leveza e agilidade. Tem milhentas possibilidades de afinação e por incrível que pareça uma pequena alteração afecta mesmo o comportamento geral da suspensão. São precisos alguns kms e afinações até que se chegue à postura que nós queiramos que ela tenha.



Transmissão – A SRAM tratou, na íntegra, desta questão com honra e distinção e personalizou os componentes com um toque esverdeado. A passagem das mudanças faz-se com muita fluidez, suavidade e facilidade para o qual contribui o sistema “Power glide”, permitindo um andamento bastante regular e sem grandes percalços. Não tenho muito a apontar em relação à transmissão SHIMANO que tinha anteriormente apenas havia “como é natural” uma desafinação de vez em quando e que era facilmente corrigida. O rácio da transmissão que tem de origem é um pouco violenta de mais para as minhas pernitas onde a “avózinha” conta SÓ com 28 dentes à frente e SÓ 32 atrás (esta questão está a ser tratada com a mudança da cassete por uma SRAM PG 1070 11-36T e se não for suficiente terei que trocar o prato pequeno da frente para um 26 com a configuração 39-26T proposta pela Truvativ ou 40-26T dos franceses T.A. Spécialités, mas julgo que a troca da cassete será suficiente.




RodasAs DT SWISS X1600 são a meu ver rodas equilibradas que oferecem uma boa rigidez e torção lateral quando são postas à prova em passagens rápidas, curvas apertadas e nas acelerações mais violentas… O eixo frontal QR15 trás um pequeno acréscimo de peso que é perfeitamente compensado por uma rigidez extra do eixo (trem) dianteiro. 1600 g parece-me um peso com um bom compromisso com a fiabilidade, a meu ver 1500 g será o limiar a partir do qual já teremos que ter em conta o peso do rider para não comprometer a segurança e a construção das rodas. É claro que não me importava de reduzir algum peso na massa rotativa e montar umas DT SWISS XRC 1250 com rolamentos cerâmicos e a utilização do carbono na construção do aro (vou considerar isso caso me saia o euro milhões duas vezes na mesma semana). Montados nestas rodas vieram uns pneus Continental modelo Race King na medida 2.2. Estes fazem parte do conceito de pneu de XC competitivo avançado nos últimos anos pelos maiores fabricantes germânicos de pneus, pondo de lado o ideal clássico do pneu ultra fino e excessivamente ligeiro, introduzindo em seu lugar pneumáticos de elevado volume com tacos baixos mas numerosos. Muito controláveis e conferindo um conforto inesperado numa hardtail de índole competitiva, isto em terreno seco e rápido porque quando começou a chover e os terrenos a ficarem enlameados e pesados este pneu não se revelou uma boa escolha para o trem dianteiro. Para o substituir montei um Maxxis IGNITOR 2.10 bem mais pesado e menos confortável mas que cumpre muito bem a sua função parecendo nunca alcançarmos o limite do pneu. Recomendo vivamente. Num futuro próximo está prevista a conversão para tubeless e assim facilmente tirar mais de 300 g de peso.






Travões – Os AVID ELIXIR 7 têm uma montagem “postmount” do disco traseiro, permitindo um melhor suporte da pinça para reagir às forças geradas durante a travagem e uma melhor protecção da pinça a tudo o que for agressão exterior (paus, pedras, etc). O disco dianteiro de 180 mm parece-me algo exagerado e desproporcionado no tamanho e peso (pelo menos para mim que peso menos de 70 kg), pelo que está em andamento a troca por um ASHIMA Air Rotor de 160 mm. Poderei depois postar o feedback da coisa… Os Elixir cumprem perfeitamente a sua função sendo potentes, progressivos e permitem muito facilmente dosear a progressividade da travagem. Nunca senti fadiga no conjunto mesmo depois de algum tempo a descer e a serem castigados com poeira ou cobertos de lama.






Selim – O selim da Prologo foi uma muito agradável surpresa. Apesar de a início não gostar muito do desenho, agora tornei-me fã incondicional da marca e não quero experimentar outra (o SLR da Selle Itália sempre esteve debaixo de olho mas deixou de estar). É muito confortável mesmo depois de mais de 3 horas sentado nele. Apesar de não ter um desenho específico anti prostático (com o típico “rasgo” a meio do selim), o seu desenho faz com que sentados nele a parte que mais apoio tem são os ossos isquiáticos (do rabo), deixando assim a próstata ligeiramente levantada em relação à linha do selim, não havendo contacto, logo não havendo agressão.




No geral

É um privilégio ter esta máquina. E isto acontece porque a compra foi feita no país vizinho a preço de saldo, aqui no nosso belo país à beira mar plantado com a carga fiscal pesadíssima que temos e afins seria impossível comprá-la. 
Para mim é uma bicicleta de sonho com um desempenho formidável em todas as situações. Ainda equacionei comprar uma suspensão total “FSL” porque queria um pouco mais de conforto mas depois de poucos km apercebi-me de que uma construção hardtail em carbono consegue transmitir muito conforto absorvendo e dissipando muita pancada e irregularidades. Apesar da sua geometria vocacionada para a competição tanto está preparada para as pistas de XCO como para uma volta domingueira descontraída e sem compromisso.







Aceitam-se sugestões, dicas, comentários e correcções… :)

Força aí e toca a polir esses cranks

Grande abraço

Marco Lopes


terça-feira, fevereiro 12, 2013

Up and Down'13.


Confirma-se. As Mulas, após alguns anos em que participaram de modo intermitente no Up and Down, vão em 2013 ter este campeonato como prioridade competitiva.
 
Quer isto dizer que, em vez de irmos às provas do Up and Down quando não temos outras provas no mesmo dia, passaremos a ir às outras provas quando não tivermos uma etapa do Up and Down no mesmo dia.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

O nosso Kanal Meo tem coisas novas!

Pessoal, o nosso Kanal Meo tem vindo a ser actualizado com novo material.

Temos dois trailers (Maratona BTT de Oliveira do Hospital e outro do TransRockies no Canada). E dois vídeos técnicos. Um com um comparativo feito pela Specialized entre roda 26" vs roda 29" e outro que ensina tudo o que há a saber de importante na hora de escolher um pneu...

Isto entre outras coisas que temos vindo a adicionar regularmente.

Já sabem, carregar no botão verde do comando MEO e depois marcar o 566664!






domingo, dezembro 02, 2012

Assalto ao Caramulo'12 (Bat de Tondela\Pel Viriato)

Segundo ano consecutivo, e acho que não irá terminar por aqui.

O dia 1 de Dezembro começa a ser sinónimo de um valente empeno de pernas com o objectivo de conquistar o Caramulo.

Desta vez foram seis os bravos guerreiros que constituíram o Pelotão Viriato que integrou o Batalhão de Tondela, com uma série de inovações em relação ao ano passado.
Agora que já nos podemos considerar veteranos desta campanha, corrigimos alguns erros que cometemos no ano passado, e podemos dizer que somos um género de Operações Especiais nesta batalha. Frontais identificativos, stock de jeropiga e vinho do Porto reforçado, chouriças e queijo, acompanhados de pão (que deu jeito na fila para o nosso amigo porco) e ainda, a estrela do dia, o assador de chouriças.

Desta vez nada falhou.

Como resultado, quando saímos do Caramulinho vínhamos de barrigas cheias e corpo satisfeito.

De resto, foi mais um dia de verdadeiro BTT, com muito convívio, ao qual nem sequer faltou um cão que fez o favor de nos acompanhar na totalidade da viagem.

Já no início da viagem de regresso gostámos especialmente de encontrar o carrinho da Red Bull, o qual nos deu o tónico final.

Ficam algumas fotos do dia (as restantes serão carregadas no nosso facebook)


Da esquerda para a direita, o Pelotão Viriato: Paiva, Hélio Reis, Ferraz, Carlos Salgado, Rafael e João Rasteiro.


Olha a bela da paisagem


Assalto quase consumado... O inimigo vencido.


Ração de combate! 


A personagem do dia... O que o cão fez por umas febras! 


O convidado especial! 


Foto final, antes da descida.


As meninas que quase abalroámos na descida para que parassem... 


Mais uma paragem... Desta vez à espera de um elemento perdido. E nisto aparece o pessoal de Vasconha.


Não furou na terra, mas foi furar no alcatrão. Perceba-se!? 

domingo, novembro 18, 2012

2º Passeio da Joana (Magusto)

No dia 10 de Novembro, Sábado, a Joana e amigos realizaram mais um "Passeio da Joana", desta vez com a desculpa de se comer castanhas.

As Mulas, voltaram a estar presentes, com cinco elementos e um futuro elemento (ele bem que anda a tentar resistir, mas vai ter que entrar na irmandade).

Ficam as fotos e o nosso agradecimento à Joana e a quem a ajudou a colocar de pé mais um evento repleto de convívio.

Este sim, é o puro BTT!

























domingo, outubro 14, 2012

Up and Down'12 - Castro Daire

Apesar de não termos participado na etapa de Castro Daire, estivemos presentes a tirar fotos...

Temos duzentas no nosso facebook, em www.facebook.com/mulasdacooperativa
Foram tiradas à chegada, em Mouramorta e no single antes do Custilhão.

Infelizmente são apenas da meia-maratona. Apanhámos ainda a chegada dos dois primeiros classificados da maratona.

quarta-feira, outubro 03, 2012

Volta por Nodar

Já estão disponíveis no nosso Facebook as fotos da voltinha de dia 30 de Setembro, em que saímos de Castro Daire pela EN225 até Nodar, subimos ao Gafanhão e regressámos a Castro Daire por Reriz.

Sempre por estrada, é uma volta de 46km, com uma subida muito dura pelo meio, e que pode ser feita toda de roda fina. 

Fica também o link para o track que se encontra disponível na página das Mulas no GPSies...

Desfrutem da paisagem!








segunda-feira, julho 02, 2012

RNU'12 [Rescaldo]

 Depois de termos experimentado por duas vezes fazer uma prova de resistência nocturna urbana em Leiria (pioneiros em Portugal nestas provas), e visto este ano a ARDOG não ter realizado essa prova, o pessoal do GDR Folgosa colocou mãos à obra e organizaram, eles próprios, uma prova semelhante.





Um aspecto da descida da escadaria do Tribunal para o Jardim
Castro Daire foi assim a primeira vila portuguesa a acolher uma prova deste género (que tenhamos conhecimento só Leiria e Abrantes é que tinham até hoje organizado provas semelhantes). Diga-se de passagem com sucesso.

Apesar de longe do limite das 150 participações, e apesar da noite fria e ventosa, o evento foi recheado de sucesso, augurando próximas edições ainda mais participadas.





Passagem de um dos nossos atletas pela recta da meta



As Mulas da Cooperativa, a correr em casa, foram a equipa mais numerosa, contando com sete participações e, apesar de não ser nosso objectivo, com excelentes resultados. Um quarto lugar na geral, um terceiro lugar no escalão Elites e três top 10 no escalão Veteranos... Para além de todos terem terminado a prova da mesma forma que começaram.





Da esquerda para a direita, os nossos atletas: Márcio Lourenço, Marco Cardoso, Nelson Fernandes, Marco Lopes, Hélio Reis, Marco Ferreira e Pedro Justino.

O percurso era exigente. Estamos em Castro Daire e não havia grande volta a dar a isso. Mesmo assim, e após três horas a pedalar, ninguém fez mais de 1100 metros de acumulado (na nossa equipa), pelo que, o cansaço foi mais provocado pelo circuito técnico (muita curva lenta, seguidas por fortes arranques) e com bastantes degraus, do que propriamente pelo acumulado das subidas (apesar da subida para o Calvário ser dura).




O Marco Cardoso no podium...

 Em termos organizativos não temos nada a apontar, para além da ausência da água. Um único ponto negativo em três horas de prova. Ainda assim, existiam, pelo menos, duas fontes ao longo do percurso.




O Marco Lopes a passar nas escadas do Jardim para os Bombeiros


A população castrense, apesar do frio, acabou por sair à rua para assistir à prova, embora, achemos que fosse um evento que merecia mais público.




Márcio Lourenço a puxar a bicicleta de reserva... Um belo portão de 15Kg, mal pesados...

 Conclusão: uma excelente prova, onde os atletas do concelho estiveram em grande plano, demonstrando que existe MUITO mais para além do futebol, e que é assim que se trazem pessoas ao nosso concelho. 
Parabéns em especial ao GDR Folgosa e ao Ricardo Rodrigues, que se empenhou de forma especial neste evento.

Nota: um obrigado especial à Marisa Pinto que tirou algumas das fotos que aqui apresentámos e que ousámos roubar-lhe do Facebook.

domingo, junho 03, 2012

6ª Prova | 6ª Participação - Somos totalistas

As Mulas são totalistas em Tábua e graças a isso olhamos para esta prova como, também, um pouco nossa. Temos imenso orgulho de fazer parte da evolução daquela que é a melhor prova em que, até hoje, participámos.

Se nós fossemos rapazes caseiros, esta afirmação não tinha grande significado, mas nós já contamos com umas quantas provas no currículo. E quando dizemos que esta é a melhor de todas, significa que provas como a Maratona de Portalegre, Rota do Presunto (Chaves), Besouros (Sepins), Colheita do Arroz (Gatões, Cantanhede), Santarém e muitas outras, que também gostámos, ficam aquém da prova dos MK Makinas. E não pensem que não gostamos das provas que enumerámos, muito pelo contrário. Achámos Portalegre excelente, vamos todos os anos a Sepins, iremos repetir em Chaves este ano, e só não fomos a Gatões porque no ano passado não houve prova.

Os MK Makinas, conseguiram fazer uma prova num concelho que (continuo a dizer) não possui uma paisagem ao nível de outros na região (podemos falar de Castro Daire, S. Pedro do Sul, Viseu, entre outros..), mas cujo percurso, é de longe, o melhor que existe por estas bandas. 
No ano passado, o Bruce (MK Makinas) disse no final da prova de Folgosa (Castro Daire), a olhar para as margens do Rio Paiva, que se tivesse aquelas condições paisagísticas em Tábua, pegava no arsenal de máquinas agrícolas e florestais, e fazia um percurso sem igual. Acreditamos piamente. Esta gente consegue transformar qualquer paisagem no formato que desejam.

Esta gente mete 700 pessoas em Tábua naquele fim-de-semana, mas estou convencido que, facilmente, ultrapassavam os 1900 inscritos de Portalegre deste ano, se para isso tivessem condições. Acho que nunca o terão, porque infelizmente, singletracks e multidões não se dão muito bem. Por isso, esta prova terá cada vez procura e menos dias de inscrições abertas.




Já  esgotámos os adjectivos no ano passado... Por isso, agora, passamos só a agradecer!

Algumas fotos no Facebook.

quinta-feira, maio 31, 2012

Resistência Nocturna Urbana BTT em Castro Daire

Esta prova é organizada pelos nossos amigos do GDR Folgosa.

Nós, que já participámos por duas vezes na prova de resistência nocturna urbana em Leiria, podemos afirmar que esta prova tem tudo para ser melhor.

O percurso, por exemplo, vai percorrer todo o centro histórico de Castro Daire, irá subir ao calvário, descer escadas, ter zonas a subir e outras a descer, e ainda outras para descansar um pouco. Não revelando mais (porque nem é a nós que compete isso), posso dizer que o percurso é simplesmente espectacular.

Mesmo quem pensa que conhece Castro Daire vai, quase de certeza, passar a conhecer sítios que não imaginava existirem dentro da vila.

Valerá a pena participar mas também assistir.

Nota: o preço reduziu para 12€...